- Os militantes do PS começam a votar esta sexta-feira nas eleições diretas, com José Luís Carneiro como único candidato, e votações dispersas entre federações.
- São 39 mil 487 militantes que compõem o universo eleitoral e podem votar, um aumento de cerca de cinco mil face às diretas de 2025.
- Além da liderança, votam também os delegados ao XXV Congresso Nacional, a realizar em março em Viseu, e há eleições para a nova presidente nacional das Mulheres Socialistas.
- Nesta sexta-feira votam 15 das 21 federações; no sábado votam as restantes seis distritais (Algarve, Braga, Coimbra, Madeira, Porto e Viseu).
- Carneiro vota sábado, às 15h30, na sede do PS de Baião; na noite desse dia fará uma sessão de declaração na sede nacional, em Lisboa.
Os militantes do PS começam nesta sexta-feira a votar nas eleições diretas para o secretariado do partido. José Luís Carneiro concorre pela reeleição como secretário-geral, num processo em que é candidato único. As votações decorrem em grande parte das federações, com seis estruturas a votarem no sábado.
Segundo a direção do PS, o universo eleitoral situa-se em 39.487 militantes, um acréscimo de cerca de 5 mil face às diretas de 2025, quando Carneiro foi eleito com 95,4%. Na altura, houve 17.434 votos a favor, 701 brancos e 128 nulos, com 48,9% de participação.
Delegados ao XXV Congresso Nacional
Entre sexta-feira e sábado, também se definem os delegados ao XXV Congresso Nacional, marcado para 27 a 29 de março em Viseu. O Congresso deverá reunir militantes de várias estruturas do PS para debater o rumo do partido.
A votação inclui ainda a eleição da nova presidente nacional das Mulheres Socialistas, posição que deixa Elza Pais. Estão candidatas La Sallette Marques e Carla Eliana Tavares, ambas a disputar o lugar.
Programa e continuidade da liderança
Nesta edição, Carneiro participa com uma moção estratégica intitulada “Contamos todos”, que defende evitar eleições legislativas antecipadas, mas manter a preparação para responsabilidades previstas. O recandidato promete modernizar o PS.
Entre as prioridades estão habitação, saúde e salários, bem como uma economia que integre tecnologia e uma nova política fiscal. O objetivo é aproximar salários médios nacionais dos níveis europeus até 2035.
O candidato único reiterou que não considera a ausência de opositor uma fragilidade, assinalando o reconhecimento da qualidade da liderança. O próprio presidente do PS, Carlos César, reforçou esse ponto.
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