- O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou a abertura de conversações entre o Governo cubano e os EUA, visando uma solução para a crise através do diálogo.
- O objetivo é identificar problemas, encontrar soluções e avaliar a disponibilidade das partes para ações conjuntas, em benefício de ambos os países.
- A posição de Havana é de que qualquer negociação deve ocorrer com base na igualdade, respeito pela soberania e autodeterminação, e em conformidade com o Direito Internacional.
- A crise económica e energética cubana intensificou choques com apagões e protestos, agravados por cortes de petróleo e ameaças feitas pelo Presidente norte-americano.
- As autoridades cubanas mantêm a possibilidade de cooperação com os EUA para enfrentar ameaças, garantir a paz e a segurança na região.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou que o Governo e autoridades americanas iniciaram conversações para resolver a crise económica e energética através do diálogo. A comunicação ocorreu numa transmissão na televisão estatal após uma reunião do Partido Comunista e do Governo.
Díaz-Canel explicou que o objetivo é identificar problemas, encontrar soluções e avaliar a disponibilidade de ações conjuntas entre Havana e Washington. O Presidente salientou que o processo deve ocorrer com base na igualdade, soberania e autodeterminação de ambos os Estados.
As autoridades cubanas indicaram que as negociações se devem pautar pelo direito internacional e pela reciprocidade, com a possibilidade de cooperação para enfrentar ameaças e garantir a paz regional. Não foram divulgados prazos ou detalhes operacionais.
A atual crise surgiu num contexto de forte pressão económica, com cortes de eletricidade, aumento de preços e escassez de medicamentos que afeta grande parte da população. Protestos em várias cidades têm sido observados pela imprensa.
O anúncio surge após declarações de Donald Trump, que acusou Cuba de várias fraquezas e tentou justificar medidas de pressão, incluindo a redução de fornecimentos de petróleo venezuelano e possíveis tarifas a parceiros comerciais.
Cuba tem contado com o impacto das mudanças no apoio venezuelano e com a ausência de um fluxo energético estável, agravando apagões que têm mobilizado cidadãos, especialmente à noite, em protestos e queixas sobre serviços básicos.
No ambiente político, o presidente cubano mencionou ainda a possibilidade de cooperação com os Estados Unidos para reforçar a segurança do país e da região, sem detalhar mecanismos ou condições que possam acompanhar as negociações.
Entre na conversa da comunidade