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BE vê lei laboral como teste do algodão a Seguro e críticas a sindicatos

BE acusa que a lei laboral é “teste do algodão” de Seguro e critica pressão sobre sindicatos, defendendo a retirada da proposta

O coordenador do BE, José Manuel Pureza, considera que o apelo do Presidente da República não foi um "bom sinal"
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  • O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, afirma que a única solução para a legislação laboral é a retirada da proposta do Governo.
  • Pureza diz que o apelo do Presidente da República, António José Seguro, é um “teste do algodão” no início do mandato e acusa-o de tentar fazer pressão junto das centrais sindicais.
  • O BE sustenta que não há clima negocial por parte do Governo e critica a forma como decorrem as negociações, incluindo as posições da UGT e da CGTP.
  • O Presidente da República pediu que trabalhadores, empresários e Governo voltem a sentar-se para encontrar um acordo equilibrado; o BE diz que irá vetar uma proposta laboral que considerar inadequada.
  • A ministra do Trabalho convocou a UGT e as quatro confederações empresariais para uma reunião no ministério, na próxima segunda-feira, para retomar as negociações sobre a legislação laboral.

José Manuel Pureza, líder do Bloco de Esquerda, afirmou que a legislação laboral é um teste do algodão no início do mandato do Presidente da República. Acusou António José Seguro de pressionar as centrais sindicais e criticou a intenção de colocar sindicatos sob pressão.

Segundo Pureza, a decisão sobre a legislação laboral deve passar pela retirada da proposta do Governo. O líder bloquista considera que o Presidente tem o papel de oficiar a negociação, mas até agora não vê clima negocial por parte do Executivo.

Pureza acompanhou uma visita à Futurália, em Lisboa, e disse ainda que o BE ficará atento a qualquer veto presidencial, afirmando que o Presidente tem o dever de defender a Constituição. O BE também rejeita a atual estratégia governamental.

Reações e Agenda

A ministra do Trabalho convocou a UGT e as quatro confederações empresariais para uma reunião no Ministério, na próxima segunda-feira, para retomar as negociações sobre as alterações à legislação laboral. O PSD indicou que pretende evitar a eternização da discussão e planeia reunir-se com os parceiros na próxima semana.

Luís Montenegro, líder social-democrata, disse que o Governo quer esgotar as possibilidades de aproximação sem prolongar o debate. A posição do Presidente da República permanece centrada em uma solução equilibrada entre trabalhadores, empresas e Governo.

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