- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu o fim do que chamou de “circo” do julgamento por corrupção para poder concentrar-se na guerra.
- Netanyahu sugeriu que o julgamento seja suspenso durante o conflito, que começou com o apoio dos Estados Unidos contra o Irão a 28 de fevereiro.
- O chefe de governo formalizou, a 30 de novembro, um pedido de indulto ao presidente Isaac Herzog, contando com o apoio do seu aliado, Donald Trump, que já pediu amnistia.
- Trump afirmou que há “caça às bruxas” política e que o julgamento não deveria ter acontecido, sugerindo manipulação de testemunhas.
- Netanyahu enfrenta três processos em aberto (1000, 2000 e 4000), sendo este último considerado o mais grave, relacionado com alegados favores a um empresário de telecomunicações em troca de mediatismo.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu o fim do que chamou de circo no julgamento por corrupção para poder concentrar-se na guerra. A declaração ocorreu na primeira conferência de imprensa desde o início do conflito, em que Israel, com o apoio dos EUA, combate o Irão a partir de 28 de fevereiro.
Netanyahu afirmou que o julgamento deveria ser suspenso durante o estado de guerra, justificando que, nesse período, não há espaço para diálogo. O líder descreveu o processo como um obstáculo à condução da defesa nacional.
O chefe de governo apresentou formalmente, a 30 de novembro, um pedido de indulto ao Presidente Isaac Herzog, que ainda não tomou uma decisão. O apoio recebido do aliado Donald Trump foi destacado pelo premiê.
Trump chegou a defender que o caso é uma caça às bruxas, sugerindo que o julgamento nunca deveria ter avançado. Netanyahu respondeu que Herzog é livre para decidir, mantendo a posição de encerrar o que classifica como circo.
Antes da guerra, Netanyahu comparecia ao tribunal três vezes por semana. Desde o início do julgamento em 2024, as audiências têm sido adiadas por compromissos diplomáticos e pela ofensiva em Gaza, levando a ausências reiteradas.
O processo envolve três casos: 1000 e 2000, por fraude e abuso de confiança, e o 4000, considerado o mais grave, relacionado com alegados favores ao empresário Shaul Elovich, controlador da Bezeq e do Walla News, em troca de cobertura mediática favorável.
Netanyahu, que tem repetidamente apelado aos tribunais como alvo de uma conspiração, é o primeiro-ministro em funções a ser julgado em Israel. O resultado dos processos continua incerto, com decisões judiciais pendentes.
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