- Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, está detido em Nova Iorque desde o 3 de janeiro, acusado de narcoterrorismo e conspirar para importar cocaína para os Estados Unidos.
- Está numa cela de 3 metros por 2 metros no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, com regime de isolamento e supervisão constante de guardas.
- A voz de Maduro é ouvida à noite, em espanhol, com o ex-líder a dizer: “Eu sou o presidente da Venezuela! Digam no meu país que fui sequestrado.”
- Maduro e a mulher, Cilia Flores, são acusados de narcoterrorismo, uso e posse de armamento e dispositivos explosivos; a defesa nega as acusações.
- O casal pediu uma vista consultiva em 30 de janeiro, mas Maduro enfrenta dificuldade para financiar a defesa, com acesso a fundos governamentais limitado.
Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela deposto, continua detido em Nova Iorque desde 3 de janeiro. O ex-líder, acompanhado pela esposa Cilia Flores, enfrenta acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, posse de armamento e explosivos. O registo policial descreve a detenção no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, numa cela pequena e com regime de isolamento.
Segundo relatos ao jornal ABC, a prisão é descrita por um consultor penitenciário como um dos centros mais rigorosos do sistema prisional norte-americano. A cela de Maduro mede cerca de três metros por dois, com beliche, sanita, lavatório e uma pequena janela que deixa pouca luz. O detido pode sair, com ressalva de segurança, três vezes por semana durante uma hora.
A defesa sustenta a inocência dos envolvidos e contesta a localização da detenção, qualificando a captura de sequestro militar. O casal pediu uma vista consultiva, concedida a 30 de janeiro. Maduro enfrenta dificuldades para financiar a defesa, solicitando licenças para aceder a fundos do governo venezuelano, que já sofreram alterações de acesso.
Situação processual e circunstâncias da detenção
Maduro e Flores afirmam que a detenção viola direitos. A acusação envolve narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína para os EUA, bem como uso de metralhadoras e dispositivos explosivos. A defesa afirma que não houve devido processo e prepara recursos legais.
O Centro de Detenção de Brooklyn é descrito por especialistas como espaço com limitações de verbas e pessoal, gerando condições de confinamento severas. Detidos podem movimentar-se com escolta de dois guardas e, durante o período semanal de saída, devem manter mãos e pés algemados.
O caso atrai atenção internacional pela figura de Maduro. Enquanto o processo avança, a narrativa oficial venezuelana tem mostrado resistências a reconhecer a captura como legítima, mantendo a posição de sequestro militar pelos EUA. As próximas etapas judiciais ainda não têm data definida.
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