- A agência Tasnim divulgou uma lista com cerca de trinta alvos da Big Tech no Médio Oriente, considerados infraestrutura tecnológica inimiga.
- Entre os visados estão unidades da Amazon, Microsoft, Google, Oracle, NVIDIA, IBM e Palantir, em locais espalhados pela região, incluindo Dubai e Telavive.
- Em Telavive, a lista cita a sede da Palantir, escritórios da Amazon e da Microsoft, e o centro de engenharia da NVIDIA.
- Dois centros de dados da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e um no Bahrain foram atingidos recentemente, com o IRGC a reivindicar os ataques.
- O documento aponta que escritórios da Oracle, IBM e Google teriam fornecido infraestrutura a entidades militares; a Nimbus envolve a Amazon e a Alphabet no projeto em Israel.
A agência iraniana Tasnim publicou uma lista com cerca de 30 alvos considerados pela República Islâmica como “infraestrutura tecnológica inimiga” no Médio Oriente. A mensagem sugere que estes ativos poderão ser atacados no futuro, num momento de escalada de tensões com os Estados Unidos.
Entre os alvos, a Tasnim mencionou grandes empresas norte-americanas de tecnologia, como Amazon, Microsoft, Google, Oracle, NVIDIA, IBM e Palantir. Os locais apontados ficam sobretudo no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e em Telavive, Israel, com especial ênfase em instalações ligadas a IA ou serviços de nuvem.
Vários centros de dados da Amazon nos EAU também foram citados. De acordo com a lista, outros alvos incluem o Bahrain, onde um centro de dados ficou danificado após destroços de um ataque ter caído de outro local atingido. Em Telavive, a lista aponta a Palantir, bem como escritórios da Amazon, Microsoft e a unidade de engenharia da Nvidia.
A posição do IRGC, já anteriormente ligado a reivindicações de ataques, é de que estes alvos desempenham papéis no apoio a atividades militares e de inteligência do que consideram inimigo. As autoridades iranianas não explicaram o plano operativo por detrás da lista.
Contexto e reações
A Euronews Next contactou as empresas citadas para um comentário, sem obter resposta imediata. O tema surge numa altura de tensões persistentes entre o Irão e os EUA, com implicações regionais no Médio Oriente.
Relatórios internacionais mencionam contratos entre tecnológicas e entidades israelitas. Em 2021, a Amazon e a Alphabet teriam maioritariamente financiado o Project Nimbus, que forneceu infraestruturas de nuvem em Israel, conforme investigação da ONU sobre direitos humanos na Palestina. A imprensa acompanha, ainda, outras ligações entre EUA, Israel e empresas de tecnologia.
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