- No final de 2025, 1.088.656 utentes estavam à espera de uma consulta de especialidade.
- A Convenção Nacional da Saúde alerta que cortes administrativos no SNS já ocorrem em todo o país, levando a atrasos em diagnósticos e tratamentos.
- Dados de fevereiro indicam 1.088.656 utentes na lista de espera para consulta de especialidade e 264.615 para cirurgia.
- A Direção Executiva do SNS negou instruções para reduzir a atividade assistencial, afirmando que as orientações foram no sentido oposto.
- A CNS exige garantias claras de meios administrativos e financeiros para manter a resposta assistencial e proteger o acesso atempado aos cuidados de saúde.
O que está a acontecer envolve cortes administrativos alegados na atividade do SNS, que segundo a Convenção Nacional da Saúde (CNS) já se sentem em todo o território. A organização alerta que tais cortes poderão prolongar atrasos no diagnóstico e nos tratamentos, com impacto direto nos utentes.
Até ao fim de 2025, a CNS indica que 1.088.656 utentes aguardavam uma consulta de especialidade, enquanto 264.615 estavam na lista de espera para cirurgia. Os números surgem numa leitura de dados divulgados em fevereiro e são apresentados pela CNS como evidência de subfinanciamento estrutural.
A CNS reuniu-se de urgência para discutir a gravidade da situação e reforça que o subfinanciamento do SNS se arrasta há anos. A plataforma afirma que cortes nesta fase não são aceitáveis e exigem respostas rápidas para manter o acesso atempado aos cuidados.
Reação e esclarecimentos oficiais
A Direção Executiva do SNS negou, na terça-feira, instruções para reduzir a atividade assistencial. Em comunicado, garantiu que as orientações emitidas foram no sentido contrário, apontando que não houve instruções para diminuir consultas, cirurgias ou outras áreas.
A posição da Ordem dos Médicos tinha questionado orientações para travar o aumento de consultas e cirurgias em 2026, bem como o reforço de recursos humanos e financeiros. O SNS assegurou que não houve qualquer sinalização nesse sentido.
A CNS insiste que os números disponíveis não deixam dúvidas quanto ao impacto potencial dos cortes. A organização solicita garantias claras e imediatas de que há meios administrativos e financeiros para manter a resposta assistencial e proteger o acesso aos cuidados de saúde.
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