- A Polícia Judiciária realizou buscas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, encerrando um esquema de libertação de corpos da morgue.
- Funcionários da morgue recebiam entre quinze e trinta euros de agências funerárias para facilitar a libertação de corpos há mais de uma década.
- O esquema envolvia pelo menos dez funcionários da morgue e mais de quinze agentes funerários da Área Metropolitana de Lisboa.
- A operação, batizada “Rigor Mortis”, resultou na constituição de mais de vinte arguidos.
- As investigações indicam que a prática estava instaurada há mais de dez anos entre a Casa Mortuária do hospital.
A Polícia Judiciária desmantelou um esquema de favorecimento entre a morgue do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e empresas funerárias. Funcionários recebiam dinheiro para facilitar a libertação de corpos.
A prática, que poderá remontar a mais de uma década, envolvia pagamentos de entre 15 e 30 euros por corpo aos intervenientes. O objetivo era acelerar os procedimentos de entrega à família.
A operação, realizada na quinta-feira e batizada Rigor Mortis, levou à constituição de mais de 20 arguidos, entre eles vários funcionários da morgue e agentes funerários da Área Metropolitana de Lisboa.
Operação e desenvolvimento
A investigação, desenvolvida pela PJ, venceu buscas para recolher provas de pagamentos e de acordos entre as partes envolvidas.
Segundo o JN, pelo menos 10 trabalhadores da morgue e mais de 15 agentes funerários foram constituídos arguidos na sequência da operação.
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