- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garantiu que a UE respeitará sempre os princípios do direito internacional.
- A declaração ocorreu num discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, dois dias depois de críticas por dizer que não podia continuar a ser guardiã da velha ordem mundial.
- Von der Leyen reafirmou o compromisso da UE com a paz, com a Carta das Nações Unidas e com o direito internacional.
- Criticou o regime do Irão, descrevendo-o como repressivo e responsável por prisões, torturas e pela supressão de dissidência, lembrando os protestos de jovens iranianos em janeiro.
- Mencionou os ataques de Estados Unidos e de Israel ao Irão a 28 de fevereiro e as retaliações iranianas que atingiram Israel, bases norte-americanas e infraestruturas em vários países da região.
A presidente da Comissão Europeia garantiu, nesta quarta-feira, que a UE respeitará sempre os princípios do direito internacional. A declaração ocorre dois dias depois de críticas à ideia de que a UE não possa continuar a ser a guardiã da velha ordem mundial. O discurso foi feito no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
Von der Leyen sublinhou que a UE foi criada como um projeto de paz e reiterou o compromisso com a Carta das Nações Unidas. A presidente assegurou que o bloco continuará a defender o direito internacional, apesar dos desafios atuais.
A intervenção seguiu a polémica gerada por uma declaração anterior, feita na conferência anual dos embaixadores da UE, em Bruxelas. Vozes de vários grupos políticos criticaram o comentário sobre a preservação da ordem mundial.
Contexto internacional
No discurso, a presidente dirigiu críticas ao regime do Irão, descrevendo o governo como repressivo e violento sob Ali Khamenei. A análise voltou a enfatizar a repressão contra dissidentes e as limitações às liberdades.
Von der Leyen recordou que, em janeiro, centenas de milhares de jovens iranianos saíram à rua em protesto. Defendeu que muitos iranianos desejam liberdade, dignidade e autodeterminação.
Reacções dentro da UE
As críticas à afirmação sobre a ordem mundial chegaram de eurodeputados de vários quadrantes, incluindo Socialistas e Democratas e Renew Europe. Ainda assim, a líder europeia manteve a posição de defesa do direito internacional.
A União Europeia tem vindo a acompanhar de perto a situação no Médio Oriente. A presidente reiterou o compromisso com a paz e com o respeito pelas normas internacionais, independentemente de pressões políticas.
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