- Ursula von der Leyen reiterou o compromisso inabalável da União Europeia com o direito internacional e com o sistema multilateral, dias depois de dizer que a Europa não pode ser guardiã da velha ordem mundial.
- O discurso inicial gerou receção mista: apoiantes consideraram-no realista; críticos temeram que pudesse encorajar violações legais.
- O governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, criticou publicamente as declarações; o primeiro-ministro espanhol tem divergências com Von der Leyen em várias questões.
- Von der Leyen, no Parlamento Europeu, manteve a visão pragmática mas sublinhou que a missão central da UE não seria enfraquecida, defendendo a Carta das Nações Unidas e a necessidade de reformas na ONU.
- A Comissão pediu reflexão sobre a política externa da UE e o uso do sistema baseado em regras, numa altura em que Bruxelas discute o veto da Hungria a um empréstimo à Ucrânia e António Costa sinalizou a importância de soluções multilaterais em um mundo multipolar.
Ursula von der Leyen reforçou o apoio inabalável da UE ao direito internacional, dois dias após afirmar que a Europa não pode continuar a ser guardiã da velha ordem mundial. O discurso foi feito na conferência anual de embaixadores.
A presidente da Comissão Europeia defendeu o compromisso com o sistema multilateral e com a Carta das Nações Unidas, tentando clarificar a posição perante críticas de realpolitik. A reação variou entre apoio e preocupações sobre licenças para violações legais.
Em Espanha, o governo de Pedro Sánchez criticou publicamente a intervenção, numa polémica que ganhou contornos de debate sobre a legitimidade das ações da UE no Médio Oriente.
Esclarecimentos na Europa
Von der Leyen foi ao Parlamento Europeu em Estrasburgo para reiterar a visão pragmática da UE sem comprometer a missão central. A líder comunitária afirmou que a UE nasceu pela paz e que os princípios da ONU continuam centrais.
A presidente sublinhou que defender o sistema baseado em regras é essencial, admitindo que o sistema da ONU precisa de reformas. Disse ainda que, quando formatos tradicionais travam, é preciso explorar vias criativas para crises graves.
Reações na esfera pública europeia
O discurso voltou a gerar controvérsia entre os opositores do bloco, com críticas à condução diplomática. A tensão refletiu-se na cobertura mediática e nas declarações de políticos progressistas no hemiciclo.
Costa reiterou, numa intervenção simultânea, a leitura de que um mundo multipolar exige soluções multilaterais. O primeiro-ministro português reforçou a defesa da ordem internacional baseada em regras e da Carta das Nações Unidas.
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