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Trabalhadores da RTP e Lusa veem futuro incerto e pouca transparência do Governo

CT da RTP e Lusa alertam para falta de transparência governamental sobre possível agrupamento, com impacto na independência editorial

Trabalhadores da agência noticiosa vão parar esta quinta-feira
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  • Comissões de Trabalhadores da RTP e da Lusa dão nota de preocupação com o futuro das empresas, acusando o Governo de falta de transparência nas políticas públicas anunciadas.
  • Alertam para a possível concentração da Lusa e da RTP num espaço comum e para o impacto na identidade dos órgãos de comunicação e no produto final da televisão, rádio e agência.
  • A posição foi divulgada numa tomada de posição comum, subscrita por outras estruturas dos trabalhadores, após uma reunião sobre o atual contexto político.
  • As CT defendem a independência editorial, a autonomia institucional e a estabilidade das condições de trabalho como pilares do serviço público.
  • Apelam à mobilização dos trabalhadores para as manifestações da Lusa, na quinta-feira, em Lisboa e no Porto, junto às sedes da Governo e da Lusa.

As Comissões de Trabalhadores da RTP e da Lusa manifestaram nesta quarta-feira a preocupação com o futuro das duas empresas, apontando que o Governo tem sido pouco transparente nas políticas públicas anunciadas e gerado um ambiente de incerteza. O foco é a eventual concentração de espaços e a forma como isso poderá impactar as entidades públicas de comunicação.

Na tomada de posição comum, as CT destacam a falta de informações claras por parte do Governo sobre a possível fusão das sedes e a concentração das operações. A leitura é de que a junção de espaços pode influenciar a identidade dos órgãos de comunicação social e o produto final da televisão pública, da rádio pública e da agência de notícias.

As CT, subscritas por Conselhos de Redação e sindicatos, descrevem o encontro da terça-feira, após avaliação do atual conjunto de políticas públicas anunciadas. Comprometem-se a manter uma articulação permanente e a avaliar ações conjuntas, sempre para proteger a independência editorial.

Defesa da independência editorial e da estabilidade de condições de trabalho

As organizações reforçam que a defesa dessas condições é essencial para cumprir a missão de serviço público. O comunicado enfatiza a autonomia institucional como pilar a preservar durante qualquer reconfiguração.

Mobilização dos trabalhadores prevista para quinta-feira

A CT apelou à participação das/os trabalhadoras/es nas manifestações da Lusa, marcadas para amanhã entre as 11h e as 13h. As ações vão decorrer em Lisboa, em frente à sede do Governo, no Campus do Quelhas, e no Porto, em frente à delegação da Lusa.

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