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Steve Bannon, aliado de Epstein, buscou poder e tornou-se seu amigo

Bannon e Epstein tentaram financiar extrema-direita europeia e unir parlamentos, trocando estratégias, enquanto criticavam o Papa Francisco

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  • Steve Bannon e Jeffrey Epstein aproximaram-se para financiar partidos de extrema-direita europeus e criar um movimento no Parlamento Europeu, envolvendo Itália, França e Alemanha.
  • Bannon tentou “limpar” a imagem de Epstein com um documentário, mas este acabou esquecido após a morte do empresário na prisão.
  • Os dois discutiam estratégias políticas, criticavam o movimento #MeToo e procuravam angariar fundos para políticos populistas, como Marine Le Pen e Matteo Salvini, além de tentar derrubar o Papa Francisco.
  • Epstein via Bannon como canal para uma rede internacional de elites, enquanto Bannon via Epstein como fonte de informações sobre Donald Trump; viajavam juntos em voos e utilizavam propriedades de Epstein.
  • No Congresso dos Estados Unidos, o Comité de Supervisão ouviu Richard Kahn, colaborador próximo de Epstein, e Darren Indyke, que gerem património e documentos sensíveis; Indyke tem audiência marcada para o dia 19.

Steve Bannon, ex-conselheiro de Trump, é acusado de ter procurado usar Jeffrey Epstein para financiar partidos de extrema-direita europeus. A ideia era criar um movimento no Parlamento Europeu que reunisse forças de vários países, incluindo Itália, França e Alemanha. Simultaneamente, houve tentativas de produzir um documentário para limpar a imagem de Epstein, projeto que acabou esquecido após a morte do empresário na prisão.

As investigações mostram que Epstein e Bannon se aproximaram por interesses de poder. Discutiam eventos e estratégias políticas, criticavam o movimento #MeToo e trocavam impressões sobre figuras públicas. Registaram-se mensagens trocadas sobre o financiamento a políticos populistas, como Marine Le Pen e Matteo Salvini, e houve tentativas de derrubar o Papa Francisco, com mensagens que indicavam apoio a esse objetivo.

Para Bannon, Epstein representava uma via para uma rede internacional de elites. Para Epstein, Bannon fornecia informações sobre Donald Trump, antigo aliado que o pedófilo desejava manter próximo. Chegavam a transportar-se juntos em voos e a ficar instalados em propriedades de Epstein, em interações documentadas entre ambos.

Congresso ouve Kahn e Indyke

O Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes ouviu Richard Kahn, próximo de Epstein e responsável pela gestão de finanças e investimentos do pedófilo. Em conjunto com Darren Indyke, o advogado, controlam o património e documentos sensíveis de Epstein. A audiência de Indyke está marcada para o dia 19. Sobreviventes identificaram Kahn e Indyke como peças-chave das operações financeiras associadas a Epstein. Ambos chegaram a acordo num processo relacionado com alegações de casamentos de fachada para facilitar a vinda de jovens mulheres para os EUA.

Obra artística em Washington

A cidade de Washington recebeu uma nova estátua alusiva à relação entre Donald Trump e Jeffrey Epstein. A obra, instalada no National Mall, reproduz uma cena inspirada no filme Titanic, numa referência simbólica à alegada amizade entre os dois homens. A peça, com mais de três metros de altura, é acompanhada por uma placa que descreve o vínculo entre as duas figuras e as viagens, festas e esquemas associados a esse relacionamento.

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