- O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, fechou as jornadas parlamentares do PSD em Caminha, com foco nas propostas de alterações à lei laboral que o Governo pretende promover.
- Montenegro disse que “reformismo de boca têm muitos, mas reformismo da ação não é para todos”, reconhecendo resistência a mudanças mesmo dentro do partido e do Governo.
- O discurso destacou a necessidade de coragem para mexer, mudar e transformar, sem deixar de reconhecer que não se pode alegar sempre ter razão ou verdade.
- Usou como exemplo a ideia de criar urgências de obstetrícia regionais na Margem Sul, descrevendo como muitas vozes da oposição reclamam mudanças, porém nem sempre apoiam a implementação.
- O líder social-democrata sublinhou que o Governo continua a agir apesar das resistências, afirmando: “nós governamos” e que não vão deixar de promover reformas.
O presidente do PSD e primeiro-ministro encerrou as jornadas parlamentares do partido em Caminha, no distrito de Viana do Castelo. O foco do discurso foi o conjunto de propostas para alterar a lei laboral em curso no Governo. Montenegro afirmou que há diferença entre reformismo de palavras e reformismo de ação, destacando a necessidade de mudanças executadas.
Durante mais de 40 minutos, o líder social-democrata sublinhou que o Governo deve avançar, não apenas discutir, em áreas-chave para o crescimento. O objetivo é demonstrar coragem para transformar, sem esconder eventuais erros, mantendo o compromisso de não abandonar as medidas em curso.
Montenegro reconheceu resistência interna ao reformismo, dentro do próprio partido e do Executivo. Indivíduos próximos de vários grupos sociais podem desincentivar alterações, admitiu, mas reiterou que o Governo continuará a agir, independentemente dessas objeções, para cumprir as metas de ambição do país.
Desafios internos
A referência a críticas recebidas ao abordar mudanças na saúde e noutras áreas regionais ilustra a tensão entre supporters e opositores. O Primeiro-Ministro apontou que, mesmo em face de vozes contrárias, é necessário avançar com planos que visam modernizar infraestruturas e serviços públicos.
No encerramento, Montenegro frisou que o PSD governa com responsabilidade, reconhecendo dificuldades reais, mas mantendo como prioridade a implementação das reformas prometidas. A intervenção reforçou a mensagem de que decisões difíceis devem ser tomadas para fortalecer a resiliência econômica do país.
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