- O primeiro-ministro anunciou que as negociações sobre a lei laboral vão reabrir na próxima semana, com uma reunião marcada para segunda-feira, dezasseis às 15h, nas instalações do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com as quatro confederações empresariais e a UGT.
- A CGTP pediu uma reunião urgente com António José Seguro para tratar do processo.
- O Presidente da República sugeriu retomar o diálogo entre trabalhadores, empregadores e Governo, numa primeira mensagem política após a tomada de posse.
- A Confederação Empresarial de Portugal manteve a abertura à negociação, mas informou que, após cada reunião, será feita uma avaliação sobre a vontade de avançar para um acordo.
- No palco político, o secretário-geral do PS não comentou a sugestão de Montenegro à UGT; o líder do Chega criticou o Governo por distrair-se com a reforma, lembrando que as negociações já duram oito meses e incluem greve geral.
Depois de semanas de impasse nas negociações sobre a reforma da lei laboral, o primeiro-ministro anunciou a retomada dos contactos no início da próxima semana. As discussões deverão envolver as quatro confederações empresariais e a UGT, com a CGTP a pedir uma reunião urgente.
A reunião marcada ocorre na segunda-feira, dia 16, às 15h, nas instalações do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A aposta é encontrar um acordo equilibrado entre trabalhadores, empresários e Governo.
A curva de negociações já apresentou avanços e recuos desde o início do processo, há oito meses, com várias rondas entre as partes e uma greve geral pelo meio. O objetivo é evitar a paralisação e aproximar posições.
Avanços e recuos
A CIP mantém abertura para negociar, mas prepara avaliações sobre o progresso de cada encontro, deixando claro que não há espaço para fingimentos. A posição também destaca a necessidade de uma negociação séria e transparente.
Entre os partidos, o PS afirmou não comentar a sugestão de outros líderes sobre a UGT, mantendo o foco na via negocial. O PSD e o Chega criticaram o calendário e colocaram perguntas sobre a efetividade das medidas.
O secretário de estado de liderança do PSD indicou que o diálogo é essencial, enquanto o Governo insistiu na necessidade de envolver todas as vozes do mundo do trabalho. A CGTP solicitou uma reunião para reforçar a importância de respeitar direitos constitucionais.
Contexto
O Presidente da República já tinha sugerido retomar o diálogo entre Governo, trabalhadores e empresários, numa mensagem que marcou a primeira intervenção pública após a tomada de posse. A atuação visa evitar uma ruptura e avançar para um acordo que satisfaça as partes.
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