- O Governo vai reunir-se no início da próxima semana com parceiros sociais para discutir a lei laboral, com o objetivo de esgotar todas as possibilidades de aproximação.
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, encerrou as jornadas parlamentares do PSD em Caminha, defendendo que só reformando a legislação laboral o país pode ter uma economia mais competitiva.
- Montenegro pediu lealdade institucional aos parceiros sociais, incluindo a UGT, após esta ter considerado a proposta do Governo desenquadrada.
- O líder social-democrata comparou a CGTP ao Chega, dizendo que os dois apelam ao Governo para rasgar a proposta e recomeçar, o que classifica como extremos que se tocam.
- Reiterou que reformismo de boca não chega e que é necessária ação, apontando a criação de urgências de obstetrícia regionais na Margem Sul como exemplo de mudanças em curso.
O Governo vai reunir-se no início da próxima semana com os parceiros sociais para discutir a lei laboral. A confirmação foi feita pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que pretende esgotar todas as possibilidades de aproximação sem eternizar a discussão. O atual pacote laboral é alvo de negociação entre o Governo e as organizações sociais.
Os encontros vão ocorrer no quadro das jornadas parlamentares do PSD, realizadas em Caminha, no distrito de Viana do Castelo. O objetivo é ouvir propostas e chegar a um consenso que permita uma reforma considerada necessária para tornar a economia portuguesa mais competitiva.
Montenegro sublinhou a necessidade de moderação, responsabilidade e coragem para avançar com mudanças. Além de pedir lealdade institucional aos parceiros, dirigiu um apelo direto à UGT para não se alinhar com a CGTP, que frequentemente se opõe a compromissos em concertação social.
Durante a intervenção, o líder social-democrata criticou o que classificou como reformismo de palavras, sem ação. Observou que, mesmo dentro do próprio PSD e do Governo, há dificuldades em perceber as mudanças propostas, e referiu a urgência de transformar o país com ações concretas.
O primeiro-ministro destacou ainda o polémico confronto entre propostas de alterações na lei laboral e outras áreas da governação. Citou o exemplo das urgências de obstetrícia regionais na Margem Sul, apontando que as vozes opositoras tendem a reclamar mudanças, mas com menos coragem para as efetivar.
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