- O Governo acusa as câmaras municipais de não saberem gerir os processos de apoio à reconstrução das casas destruídas pelas tempestades.
- As autarquias dizem que as acusações são injustas e apontam como causas a falta de recursos e as exigências crescentes do Governo nas candidaturas, o que tem atrasado as ajudas.
- Existem 25 mil candidaturas a apoios, no valor de 143 milhões de euros, e o dinheiro ainda é pouco devido à morosidade na avaliação pelas câmaras.
- O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou que o processo não está a correr bem e reiterou que o papel das câmaras é essencial na avaliação.
- As autarquias sustentam que os atrasos não decorrem de má vontade, mas de diversos encargos, como reparação de estradas e redes de energia e comunicações.
O Governo acusa as câmaras municipais de não conseguirem gerir adequadamente os processos de apoio à reconstrução das casas devastadas pelas tempestades. O objetivo é acelerar a atribuição de apoios aos afetados, mas as autarquias contestam a avaliação.
As autarquias afirmam que as acusações são injustas e explicam que a falta de recursos, aliada a exigências adicionais nas candidaturas, tem atrasado a entrega das ajudas aos homens e mulheres afetados.
O ministro da Economia e Coesão Territorial disse, durante as jornadas parlamentares do PSD, que existem 25 mil candidaturas aprovadas num montante de 143 milhões de euros, com o dinheiro já disponível ainda a chegar às pessoas. Afirmou também que o processo de avaliação pelas câmaras não está a correr bem, reconhecendo que não se deve à má vontade, mas à elevada carga de trabalho, incluindo reparações de estradas e de redes de energia e comunicações.
Contexto e reações das autarquias
As autarquias protestam que o atraso decorre de questões operacionais e de recursos, não de falta de vontade política. O Governo mantém o foco na necessidade de acelerar a avaliação e validação dos pedidos para evitar entraves à reconstrução.
As câmaras indicam ainda que há prioridades locais que competem ao orçamento municipal, o que acrescenta complexidade aos processos de candidatura e aprovação.
Fontes oficiais acrescentam que serão revistas fases do processo e prazos para melhorar a timely entrega dos apoios, sem comprometer a fiscalização.
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