- José Luís Carneiro respondeu a Hugo Soares, remetendo-o para a UGT ou para Eurico Brilhante Dias, recusando um confronto direto com o líder parlamentar do PSD.
- Manteve a porta aberta ao diálogo com o primeiro-ministro, dizendo que fala com ele quando entender, e desafiou Soares a conversar com a UGT.
- Alertou para a possível perda de milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência se o Governo não promover a execução do investimento público de 60 milhões de euros por semana.
- Criticou a gestão do Governo em habitação e saúde, acusando desvio de recursos para o Banco de Fomento e questionando a execução desses investimentos.
- Anunciou visitas por todo o país para escrutinar obras inauguradas que foram da responsabilidade do PS e pediu contas pela não execução de recursos europeus, mantendo o escrutínio ao Governo e ao PRR.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, respondeu a Hugo Soares com um apelo para que o líder parlamentar do PSD dialogue diretamente com a UGT, em vez de provocar o secretário-geral. A troca surge no contexto de críticas à capacidade de diálogo social e à negociação do pacote laboral.
Carneiro afirmou que, para falar com o PS, Soares deve dirigir-se ao presidente da bancada socialista, Eurico Brilhante Dias, mantendo a aberta porta ao diálogo com o Primeiro-Ministro. O objetivo é evitar confrontos diretos entre o PS e o PSD.
No comentário de fundo, o secretário-geral socialista reiterou a vontade de ultrapassar a atual dificuldade de diálogo com a UGT e de avançar para soluções que sirvam o país e a economia. Não houve, ainda, qualquer indicação de mudança de posição por parte do PS.
Execução orçamental e investimentos
Carneiro reiterou a preocupação com a execução de 60 milhões de euros por semana de investimento público, questionando o Governo sobre a sua aplicação prática e se haverá perda de recursos na União Europeia caso a execução não avance. A denúncia insere-se numa crítica ao leque de propostas apresentadas pelo Governo e a opções com o Chega.
Ao lado de Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos, Carneiro referiu obras em atraso, com receio de não serem concluídas a tempo devido a atrasos na resposta do Governo, especialmente no plano de investimento em habitação. Também apontou desvios de recursos para o Banco de Fomento como motivo de escrutínio parlamentar.
Carneiro garantiu que o PS vai acompanhar a execução de fundos europeus e realizar visitas por todo o país para fiscalizar obras iniciadas pela administração anterior. O objetivo é assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos na execução do PRR e responsabilizar o Governo por eventuais falhas.
Contexto de saúde e concertação
Foi lembrado que já foram identificados hospitais sem contratos de financiamento assinados com o Ministério da Saúde, reforçando a necessidade de clarificar a viabilidade de contratos vigentes. Sobre o pacote laboral, Carneiro indicou que, se o Governo não conseguir promover entendimentos fundamentais, deverá explicar as opções adotadas, que teriam devida fundamentação para evitar impactos sociais relevantes.
Entre na conversa da comunidade