- Autarcas de Leiria criticam o ministro da Economia e Coesão Territorial por ter responsabilizado as câmaras pelos atrasos nos apoios à reconstrução das casas afetadas pelas tempestades.
- O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, afirma que o ministro demonstra “profundo desconhecimento” do trabalho municipal e da fase de pós-calamidade.
- A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria acusa a responsabilização das autarquias de ser injusta e desleal.
- O presidente da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, considera injusto imputar aos municípios a responsabilidade pelos atrasos, dizendo que as regras foram definidas pelo Governo.
- Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, exorta o ministro a retractar as declarações e a assumir responsabilidades.
A expressão de descontentamento chegou nesta quarta-feira, durante as jornadas parlamentares do PSD em Caminha. Autarcas de Leiria criticaram o ministro da Economia e Coesão Territorial por atribuir aos agrupamentos locais a culpa pelos atrasos nos apoios à reconstrução de casas afetadas pela tempestade Kristin. O governante reconheceu que o processo não está a correr bem, mas não admitiu falhas do Governo e responsabilizou as autarquias pela avaliação dos pagamentos.
Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, afirmou que o ministro demonstra desconhecimento do esforço municipal, especialmente na fase de pós-catástrofe. O autarca sublinhou que as condições e os prazos foram anunciados sem consulta prévia, aumentando as dificuldades de execução pelas câmaras. O tom foi de exigir maior rigor institucional e partilha de informação.
Paulo Vicente, presidente da Câmara da Marinha Grande, denunciou injustiça na imputação de atrasos. Em despacho oficial, a autarquia disse que as regras e procedimentos foram criados pelo Governo, não pelas câmaras, que operam com recursos limitados para apoiar famílias em situação de emergência.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria também contestou a responsabilização das autarquias. Em comunicado, a CIM classificou a aposta em atribuir responsabilidades como injusta e desleal, destacando que o modelo de funcionamento foi definido pelo Governo.
Eurico Brilhante Dias, deputado e líder parlamentar do PS pela região de Leiria, pediu ao ministro que se retrate. Em declarações à TSF, o político defendeu que o desenho das medidas é inadequado e que as autarquias não podem ser responsabilizadas pela gestão de um processo que o Governo definiu. O pedido foi feito para que o ministro assuma as responsabilidades associadas ao atraso.
Entre na conversa da comunidade