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Presidente polaco recusa assinar lei de financiamento da defesa com fundos europeus

Presidente polaco recusa promulgar lei para aceder a 44 mil milhões de euros do SAFE, defendendo financiamento nacional e menor dependência da UE

O presidente polaco, Karol Nawrocki
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  • O presidente polaco, Karol Nawrocki, recusou promulgar a lei que permitiria aceder a cerca de 44 mil milhões de euros em empréstimos preferenciais da União Europeia para defesa, através do programa SAFE.
  • Nawrocki argumenta que a medida aumentaria a dependência de Bruxelas e propôs usar recursos nacionais para investir na defesa.
  • O governo de Donald Tusk pretende coordenar esforços com a UE, enquanto Nawrocki, eurocético, tem vetado várias iniciativas do primeiro-ministro.
  • A Polónia era expecteda beneficiar do SAFE, com 139 projetos previstos, 30 destinados a reforçar as fronteiras orientais e 80% do dinheiro alegadamente para empresas polacas.
  • Embaixadores dos Estados Unidos na UE e na NATO criticaram o SAFE e o programa, dizendo que limitam o acesso ao mercado para empresas norte-americanas e põem em risco a defesa coletiva.

O presidente da Polónia, Karol Nawrocki, recusou promulgar a lei que permitiria aceder a cerca de 44 mil milhões de euros em empréstimos preferenciais para defesa, vindos do programa europeu SAFE. A decisão ocorreu nesta terça-feira, em Varsóvia, com Nawrocki a recorrer a argumentos de maior dependência de Bruxelas. Em alternativa, o chefe de Estado sugeriu financiar a defesa com recursos nacionais.

Governos polacos têm aumentado os gastos em defesa desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022. O objetivo é reforçar capacidades militares, alinhando-se com a estratégia de segurança da mini-aliança regional. O debate envolve a relação entre o Executivo liberal de Donald Tusk e a posição de Nawrocki.

O programa SAFE, lançado pela UE, soma 150 mil milhões de euros para fortalecer a indústria de defesa europeia. A Polónia deveria ser o principal beneficiário, com 139 projetos, 30 destinados a fortalecer as fronteiras orientais e 80% do dinheiro para empresas polacas.

Críticas ao SAFE também vêm do principal partido da oposição, o PiS, que vê condições associadas ao financiamento como aumento da dependência da Alemanha e favorecimento de produtores europeus em detrimento de norte-americanos. A tensão interna reflete-se na relação com Moscou e com Washington.

Embaixadores dos EUA na UE e na NATO já criticaram iniciativas ligadas ao SAFE, alegando que podem restringir o acesso ao mercado para empresas norte-americanas e comprometer a defesa coletiva, sinalizando desinteresse em perder espaço estratégico para Bruxelas.

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