- Paulo Portas defendeu que a melhor coisa para Portugal é preservar a sua estabilidade num mundo volátil e perigoso.
- O ex-líder do CDS-PP afirmou que aumentar a produtividade é a única forma de melhorar o rendimento médio líquido dos portugueses.
- Foi o orador convidado do jantar das jornadas parlamentares do PSD, em Caminha, com a presença de Luís Montenegro e seis ministros.
- Montenegro chegou sem declarações, dizendo que veio ouvir Portas, cuja intervenção durou quase 50 minutos e abordou a situação europeia e mundial.
- Portas destacou que a Europa deve concentrar-se no que depende de si, apontando demografia, produtividade e inovação como grandes desafios, referindo ainda a diferença entre salário mínimo e rendimento médio.
Paulo Portas, antigo líder do CDS-PP e ex-vice-primeiro-ministro, defendeu que a melhor estratégia de Portugal é preservar a estabilidade face a um mundo volátil. Falou num jantar das jornadas parlamentares do PSD, realizado em Caminha, no distrito de Viana do Castelo.
O evento contou com a presença não anunciada do presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, e de seis ministros do Governo atual. Ao chegar, Montenegro não fez declarações aos jornalistas, aguardando a intervenção de Portas para o encerramento na quarta-feira, ao meio-dia.
Portas apresentou uma intervenção de quase 50 minutos sobre a situação europeia e mundial. Defendeu que a Europa deve focar-se no que depende de si, destacando os grandes desafios da demografia, da produtividade e da inovação.
Produtividade e salários
O antigo líder do CDS-PP reforçou que, para melhorar o rendimento médio líquido, é necessário aumentar a produtividade. Questionou a relação entre salário mínimo e salário médio, lembrando que o mínimo não tributa o mesmo que o salário médio.
Ainda na análise da produtividade, advertiu que a Europa é menos produtiva que os EUA e que Portugal e Espanha ficam aquém da média da União Europeia. Afirmou que a melhoria do rendimento depende de avanços na eficiência produtiva.
Participação no jantar
Entre os presentes estiveram os ministros Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Manuel Castro Almeida, Graça Carvalho, Carlos Abreu Amorim e Gonçalo Matias. Também marcaram presença o secretário de Estado Telmo Correia, dirigente do CDS-PP, além de Paulo Núncio e João Almeida, deputados democratas-cristãos.
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