- Os parceiros sociais aceitaram retomar as negociações com o Governo sobre alterações ao Código do Trabalho, após o apelo do Presidente da República.
- CIP, CCP, CCP (Confederação do Comércio e Serviços) e UGT informaram que o acordo está longe de ser alcançado, mas voltam à mesa.
- O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, afirmou que o Governo quis e quer intensamente o acordo e que a falta de consenso não foi por falta de vontade governamental.
- Na segunda-feira, os responsáveis da CTP e da CIP tinham dito que as negociações tinham terminado sem acordo; entretanto, o CM indicou que o Governo pretende continuar a explorar um possível acordo.
- Reações políticas criticaram o processo negocial, com pedidos de explicações e sugestões de rasgar as propostas, enquanto se aguarda uma posição final para apreciação no parlamento.
Na terça-feira, os parceiros sociais aceitaram retomar as negociações com o Governo sobre alterações ao Código do Trabalho, a pedido do Presidente da República, António José Seguro. Estão envolvidas as confederações CIP, CCP e CTP, bem como a UGT, numa tentativa de chegar a um acordo para a reforma laboral.
Antes, na segunda-feira, o presidente da CTP e o presidente da CIP tinham indicado que as negociações tinham terminado sem acordo. O Governo tinha indicado disposição para continuar a trabalhar num possível entendimento, segundo o CM.
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, afirmou que o Executivo quis intensamente o acordo e que a falta de consenso não se deve à falta de vontade da Autoridade Governamental. Armindo Monteiro, da CIP, pediu que a UGT mude de atitude quando as partes voltarem a sentar-se à mesa. Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT, disse que não houve rutura negocial.
Reacções políticas
Líder do PSD afirmou que o Governo ainda não apresentou uma posição final e que se deve esperar pela proposta laboral para dialogar no parlamento. André Ventura, líder do Chega, sugeriu rasgar as propostas e recomeçar a discussão. José Luís Carneiro, do PS, pediu explicações ao Primeiro-Ministro sobre os entendimentos. O PCP e o BE também criticaram a postura negocial do Governo.
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