- A Austrália concedeu asilo a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão que se recusaram a cantar o hino antes de um jogo da Taça Asiática.
- Entre elas está a capitã Zahra Ghanbari; as jogadoras fugiram do hotel durante a noite.
- O ministro do Interior, Tony Burke, disse que foram transferidas para um local seguro e que foi assinado um visto humanitário.
- O Governo australiano mantém discussões com as jogadoras e está pronto para ajudar outras membros da equipa; não foi divulgado o futuro das restantes.
- O caso ocorre num contexto de tensão política e militar na região, com reações internacionais a favor da proteção das jogadoras.
Cinco futebolistas da seleção feminina do Irão receberam asilo na Austrália após se recusarem a cantar o hino antes de um jogo da Taça Asiática. A decisão foi tomada pelo Governo australiano, devido ao risco de perseguição quando retornarem ao Irão.
As jogadoras fugiram do hotel durante a noite e foram transferidas para um local seguro pela polícia australiana. O ministro do Interior, Tony Burke, informou ter assinado o visto humanitarian para cada uma, assegurando que ficam na Austrália com proteção.
O Governo revelou ter mantido conversas secretas com as atletas durante vários dias. Até agora, não houve divulgação sobre o destino das restantes componentes da equipa.
Cinco jogadoras, entre as quais a capitã Zahra Ghanbari, destacaram-se na Taça Asiática desde a participação inicial em 2022, na Índia, tornando-se figuras de relevo no país onde as restrições às mulheres são amplas.
Antes do jogo inicial contra a Coreia do Sul, as atletas mantiveram-se em silêncio durante o hino, gesto interpretado como ação de protesto. Nos jogos seguintes, porém, cantaram o hino, segundo relatos a partir de eventos desportivos.
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