- António José Seguro tomou posse como 21.º presidente da República, jurando sobre a Constituição e prometendo fazer tudo para estancar o frenesim eleitoral.
- Anunciou um novo ciclo de três anos sem eleições nacionais e pediu aos partidos com assento parlamentar um compromisso político claro para a estabilidade democrática.
- Defendeu a descentralização e a valorização dos territórios, apontando desequilíbrios regionais e a necessidade de decisões futuras.
- Condecorou o antecessor Marcelo Rebelo de Sousa com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade, numa cerimónia no Palácio da Ajuda, encerrando o programa da posse.
- Houve protestos de ativistas climáticos em frente ao Parlamento, enquanto o dia contou com cerimónias em Belém e visitas de chefes de Estado lusófonos.
António José Seguro tomou posse como 21.º presidente da República, prometendo estancar o frenesim eleitoral e pedir um compromisso político claro aos partidos com assento parlamentar para assegurar a estabilidade democrática. O discurso incidiu na descentralização e valorização dos territórios.
Dois momentos marcaram a cerimónia de belém: o juramento de Seguro na Sala das Sessões, com a mão direita sobre a Constituição, e a assinatura do auto de posse. O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, abriu a sessão e recebeu Marcelo Rebelo de Sousa, então presidente cessante, no caminho entre o Palácio de São Bento e Belém.
Convidados internacionais marcaram presença, entre eles o rei de Espanha, Felipe VI, e líderes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Rebelo de Sousa chegou a Belém e manteve-se de pé à espera, seguindo-se do novo chefe de Estado, que chegou acompanhado pela família.
Desfecho institucional e honrarias
Seguro recebeu as ordens honoríficas da República e abriu os jardins de Belém à população, incluindo alunos de Penamacor, terra natal do Presidente. O programa incluiu uma cerimônia de condecoração do antecessor Marcelo Rebelo de Sousa com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade, no Palácio da Ajuda.
Pelo fim do dia, Seguro manteve encontros com a comitiva e com o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, antes de encerrar o dia com uma fotografia de família. O programa de tomada de posse foi concluído sem discursos adicionais durante a cerimônia de condecoração.
Contexto político e agenda
Seguro, ao discursar, frisou que o país atravessa um ciclo sem eleições nacionais nos próximos três anos, defendendo decisões sobre descentralização e valorização dos territórios. O objetivo é evitar ciclos eleitorais curtos e preservar a estabilidade democrática.
O dia contou ainda com momentos de informalidade, como Marcelo Rebelo de Sousa a percorrer estabelecimentos próximos a Belém antes de deixar o cargo. Entre ausências destacadas, não houve participação de Lula da Silva na cerimónia.
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