- 56 alunos do 10.º ano da Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, participaram numa sessão de literacia mediática integrada no roadshow Pinóquio na Escola.
- O objetivo foi aprender a identificar desinformação online, através de exercícios com imagens manipuladas e conteúdos virais.
- Um exemplo mostrado foi a imagem de Cristiano Ronaldo com uma bandeira da Palestina tatuada nas costas, considerada falsa pela maioria dos estudantes.
- Outro caso apresentado foi uma foto de Greta Thunberg num barco, aparentemente a segurar uma bebida, que enganou vários alunos.
- A sessão enfatizou verificar a credibilidade de páginas, confirmar informações em várias fontes e não partilhar conteúdos sem confirmação.
Sessão do roadshow educativo Pinóquio na Escola aborda desinformação online em Évora. Mais de meia centena de alunos da Escola Secundária André de Gouveia participaram para aprender a identificar conteúdos falsos. O objetivo é perceber como surgem imagens manipuladas e notícias virais.
Durante cerca de duas horas, 56 alunos do 10.º ano analisaram exemplos de desinformação. A atividade integra a segunda edição do projeto Pinóquio na Escola, promovido pelo Polígrafo em parceria com a Fundação Gulbenkian.
O exercício inicial trouxe a definição de desinformação: disseminação intencional de informação enganosa para influenciar a opinião pública. A partir daí, os estudantes aplicaram o olhar crítico a conteúdos visuais e a afirmações virais, tentando confirmar a veracidade.
Temas e técnicas de verificação
Entre os exercícios, houve situações em que se questionou a veracidade de imagens e de enunciados virais. Um exemplo comparou cenários imobiliários entre França e Évora para testar a plausibilidade de preços iguais.
Os orientadores apresentaram estratégias de verificação: credibilidade da página, confirmação em fontes independentes, data de publicação e mitigação de erros no texto. Os alunos discutiram como pesquisar dados e confrontar informações antes de partilhar.
Filipa Carvalho, 15 anos, descreveu a exposição à desinformação provocada pelo consumo “em feeds” de redes sociais. A aluna enfatizou a necessidade de recorrer a várias fontes para confirmar notícias, especialmente sobre contratações de jogadores.
Afonso Martins, 16 anos, considerou a atividade essencial para jovens, dada a frequência de conteúdos incorretos nas redes. O estudante afirmou que comparar múltiplas fontes reduz o risco de acreditar numa notícia falsa.
Alice Ascensão, também 15, destacou o papel da sessão na consciencialização sobre os problemas da desinformação e a forma de a combater. A diretora do agrupamento, Maria Peres, apontou a literacia mediática como transversal a todas as disciplinas.
Isabel Gameiro, organizadora da sessão, sublinhou a importância de desenvolver pensamento crítico entre os alunos. No decorrer do encontro, surgiram debates e tentativas de verificação de conteúdos virais.
Ao final, os participantes saíram com uma regra prática: antes de acreditar ou partilhar, é necessário verificar. A Lusa questionou o Ministério da Educação sobre atividades de literacia mediática em 2025, sem obter resposta.
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