- Shirin Ebadi rejeitou que o futuro governo do Irão seja decidido no estrangeiro, durante uma videoconferência na Câmara dos Representantes de Itália, em 9 de março.
- A advogada afirmou que o povo iraniano quer o colapso do regime e o estabelecimento de um governo democrático e laico, pedindo para não serem julgados pelos 47 anos da República Islâmica.
- Reforçou que o Irão tem milhares de anos de civilização e pediu que o país não seja julgado pela revolução de 1979, mantendo-se pacífico e sem desejar destruição de outros países.
- Em contexto de guerra após ataques dos Estados Unidos e de Israel que mataram o líder supremo aiatol Ali Khamenei, Ebadi disse que os iranianos vão resistir pela liberdade e prosperidade.
- Afirmou que, após a queda do regime dos aiatolas, caberá aos cidadãos decidir o futuro do país, com os jovens a ser os guardiões da independência e da integridade territorial; concluiu que os iranianos vão vencer a luta política interna.
A advogada iraniana Shirin Ebadi, vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2003, rejeitou que o futuro governo iraniano seja decidido no estrangeiro. A posição foi partilhada numa videoconferência realizada na Câmara dos Representantes de Itália, na segunda-feira, 9 de março.
Ebadi afirmou que o povo do Irão pretende o colapso do regime e a instauração de um governo democrático e laico. Sublinhou também que o Irão possui milhares de anos de civilização e pediu que o país não seja julgado pelos 47 anos da República Islâmica.
A jurista, que vive em exílio desde 2009, defende que os iranianos vão resistir até ao fim pela liberdade e pela prosperidade. Acrescentou que, após a queda do regime dos aiatolas, caberá aos cidadãos decidir o futuro do país.
Não permitiríamos que estrangeiros imponham um governo para o Irão, afirmou Ebadi. Segundo ela, os jovens do Irão serão guardiões da independência e da integridade territorial da pátria. Ebadi antevê uma vitória da luta política interna.
Contexto internacional e histórico recente
Ebadi lembrou ainda a resistência interna do Irão em face do atual regime. O país vive uma escalada de tensão decorrente de ataques dos Estados Unidos e de Israel, conforme refere a apresentação, que também menciona a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e de outros dirigentes.
A observadora enfatiza que o próprio povo iraniano deseja a liberdade, a prosperidade e o respeito pela soberania nacional. A advogada reforça que o futuro do Irão deve ser decidido pelos iranianos, sem interferência externa.
Sobre Ebadi
Shirin Ebadi foi a primeira mulher muçulmana a receber o Prémio Nobel da Paz. A distinção reconheceu os seus esforços em defesa da democracia e dos direitos humanos, particularmente das mulheres e das crianças. Ebadi integra uma lista de duas laureadas iranianas, ao lado de Narges Mohammadi, premiada em 2023.
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