- O PS, Livre, BE e PCP em Lisboa criticaram a nomeação de Mafalda Livermore para os Serviços Sociais da Câmara de Lisboa e exigem explicações a Carlos Moedas sobre a escolha.
- Mafalda Livermore foi exonerada do cargo de vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa após uma reportagem da RTP que a associou à propriedade de imóveis com habitações alegadamente clandestinas para imigrantes.
- O PS questiona a responsabilidade política de Moedas e se a nomeação obedeceu a uma lógica de troca de favores, defendendo que o presidente deve esclarecer os critérios da nomeação.
- O Livre e o BE consideram que a nomeação poderá ter servido de moeda de troca política e lançam dúvidas sobre a transparência e as consequências para a confiança nas instituições.
- O PCP defende que nomeações para cargos relevantes devem basear-se na adequação e competência, afirmando que não é o caso nesta nomeação; o Chega, por sua vez, defende Mafalda Livermore e questiona as acusações.
O PS, Livre, BE e PCP em Lisboa exigiram explicações sobre a nomeação de Mafalda Livermore para os Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa (SSCML), após a sua exoneração do mesmo órgão. A decisão foi alvo de críticas na Assembleia Municipal e junto da vereação.
A exoneração ocorreu após uma reportagem da RTP que indicou que Livermore é proprietária de imóveis com habitações alegadamente clandestinas para arrendamento a imigrantes. O presidente da Câmara, Carlos Moedas, tinha nomeado-a vogal em dezembro.
Os partidos de esquerda pediram esclarecimentos a Moedas sobre os critérios de escolha. Alegam compatibilidade política com o Chega e eventuais motivos de favorecimento, sublinhando a necessidade de transparência.
Para o Livre, a exoneração expõe a vontade de Moedas de obter aprovações em votações-chave, defendendo que a gestão não pode depender de acordos opacos. O BE vê a nomeação como uma mancha na atuação do presidente.
O PCP questionou se as nomeações devem partir da adequação ao cargo e competência, aponta que o feito não satisfaz esses princípios. O Chega afirma que as acusações não correspondem à atuação de Mafalda Livermore, defendendo a sua competência.
Ainda sem resposta oficial, o gabinete de Moedas indicou que não há posição publicada até ao momento. A Lusa contactou o gabinete do presidente, sem sucesso. A verdade completa permanece por esclarecer.
- Nota: este texto reescreve o conteúdo enviado, mantendo a objetividade e evitando opiniões.
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