- Um influenciador digital que lucra com a sexualização de crianças voltou a entrar numa escola na Guarda na segunda-feira.
- No dia anterior, uma investigação do PÚBLICO colocou a questão em evidência, revelando que, nos dois últimos anos lectivos, setenta e nove escolas receberam influenciadores misóginos e pornógrafos; agora são oitenta.
- O director da escola assumiu a responsabilidade pela situação.
- O Ministério da Educação criou um grupo de trabalho para tratar do tema e tomar medidas.
- O caso volta a acentuar a preocupação com a presença de conteúdos inadequados promovidos junto de alunos nas escolas.
Um influenciador digital, que faz negócio com a sexualização de crianças, voltou a entrar numa escola em Portugal nesta segunda-feira. A apresentação ocorreu após uma denúncia pública sobre o tema.
No fim de semana, o jornal PÚBLICO publicou uma investigação que já apontava que, nos dois últimos anos letivos, 79 escolas receberam influenciadores com conteúdo misógino e pornográfico. Agora, a contagem sobe para 80.
A escola da Guarda recebeu o visitante, cuja atuação envolve conteúdos considerados exploratórios. O director da instituição assumiu a responsabilidade pelos acontecimentos associados à visita e às políticas da escola.
O Ministério da Educação anunciou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar o fenómeno e desenvolver medidas de prevenção. A iniciativa visa avaliar práticas de programação de visitas e reforçar diretrizes de proteção de menores nas escolas.
A investigação do PÚBLICO envolve várias escolas em diferentes regiões, com dados recolhidos ao longo de dois anos letivos. A apuração aponta para casos de promoção de conteúdos sexualizados de menores por parte de influenciadores digitais.
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