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É tempo de agir: propostas e ações em debate público

A União Europeia avança com a nova Estratégia para a Igualdade de Género, visando reduzir violência online, desinformação e disparidades que afetam mulheres e raparigas

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  • A comissária europeia pela Igualdade afirma o sonho de uma Europa onde a liberdade chegue a todas as mulheres e raparigas, com medidas concretas já em curso.
  • Alerta para uma fase de reação aos direitos das mulheres, com tecnologia a intensificar o ódio online e deepfakes a usurparem rostos e vozes, e propõe combater conteúdos nocivos nas redes.
  • Recorda avanços da UE desde 2020: legislação para combater violência de género, transparência remuneratória, equilíbrio entre vida profissional e privada e mais mulheres em cargos de liderança; adesão à Convenção de Istambul em 2023; oito princípios do Roteiro dos Direitos das Mulheres.
  • Apresentou a nova Estratégia para a Igualdade de Género para enfrentar ameaças como violência na Internet e conteúdos divisivos, promovendo igualdade na saúde, educação e autonomia económica.
  • Estima que a disparidade de género no emprego custa à UE 390 mil milhões de euros por ano; promete uma União competitiva onde todos possam ser quem desejam, e reforça que é tempo de agir para proteger direitos já conquistados.

A União Europeia apresentou, na semana passada, a nova Estratégia para a Igualdade de Género, em Bruxelas. A comissária europeia responsável pela Igualdade anunciou o pacote, alinhado com a adesão à Convenção de Istambul e aos oito princípios do Roteiro dos Direitos das Mulheres. O objetivo é ampliar a igualdade tanto na vida real como no espaço digital, e assegurar autonomia económica às mulheres.

A estratégia foca questões como violência na Internet, uso de inteligência artificial para criar conteúdos nocivos e deepfakes, e conteúdos que criam clivagens entre rapazes e raparigas. Também pretende reforçar políticas de igualdade de remuneração, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e liderança feminina em setores-chave.

Estrutura e metas da nova estratégia

O documento aponta um objetivo claro: reduzir desigualdades em todas as frentes, com ações que promovam participação das mulheres na tomada de decisões, e proteção de direitos arduamente conquistados. A iniciativa visa fortalecer a transparência salarial, a saúde, a educação e a autonomia económica.

A comissária sublinha que a igualdade beneficia toda a sociedade, incluindo homens, rapazes e raparigas, de todas as origens. Estima-se que a disparidade salarial custe à UE cerca de 390 mil milhões de euros por ano, devido ao talento desperdiçado.

Impactos económicos e democráticos

A aposta pretende aumentar a participação feminina em áreas de ciência, engenharia, governação e gestão, promovendo uma União mais competitiva. A Estratégia relaciona avanços com a proteção dos direitos, senão haverá retrocesso, segundo as autoridades.

O texto recorda que o Dia Internacional da Mulher é um momento de celebração, mas também de compromisso contínuo. A UE mantém o foco na implementação das políticas para impedir retrocessos e dar continuidade aos progressos já alcançados.

Próximos passos

As autoridades destacam que a implementação da estratégia exige cooperação entre Estados-membros, Parlamento Europeu e diversas entidades. O objetivo é consolidar avanços e colmatar lacunas existentes, assegurando igualdade de género em todos os níveis.

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