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Dez anos de Marcelo: gestão próxima e intensa com instabilidade no mandato

A presidência de Marcelo Rebelo de Sousa encerra-se em contexto de instabilidade no segundo mandato, com três dissoluções, abrindo espaço para António José Seguro

As selfies foram uma imagem de marca da presidência de Marcelo
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  • Marcelo Rebelo de Sousa encerra o segundo mandato aos 77 anos no dia 9 de março, com António José Seguro a tomar posse.
  • Assumiu a presidência em 9 de março de 2016, num contexto de cooperação com o PS à esquerda e o que ficou conhecido como Geringonça, marcando um registo de atividade intensa e contacto próximo.
  • Foi reeleito em 2021 com 60,67% dos votos, com o apoio de PSD e CDS-PP, em eleições realizadas durante a pandemia de covid-19.
  • O segundo mandato ficou marcado por instabilidade parlamentar, com três dissoluções da Assembleia da República, a última após a queda do governo de 2024 liderado por Luís Montenegro.
  • António José Seguro ganhou as eleições presidenciais de 8 de fevereiro, com cerca de 67% dos votos contra André Ventura, sucedendo Marcelo; o atual presidente reconheceu que a tarefa do seu sucessor será mais difícil.

Marcelo Rebelo de Sousa encerra o segundo mandato no dia 9 de março, quando António José Seguro assume a presidência. O período foi marcado por uma liderança próxima, intensa atividade pública e instabilidade política no segundo mandato, com três dissoluções.

O professor universitário de Direito, jubilado, tornou-se conhecido como comentador político e, ao longo de 10 anos, imprimiu um ritmo acelerado ao cargo. O seu mandato iniciou em 9 de março de 2016, com uma solução governativa inédita apoiada por PS, PCP, BE e PEV.

Ao fim do primeiro mandato, manteve estabilidade parlamentar, com governos minoritários de esquerda. No segundo, a composição parlamentar deslocou-se para a direita, com o PSD/CDS-PP e o arco de apoio do Chega. O PS ficou mais fraco no hemiciclo.

Marcelo ficou conhecido como o Presidente dos afetos, de fácil acesso aos cidadãos e de estilo informal. Descreveu os portugueses como “os melhores do mundo” e manteve um contacto próximo com jornalistas, sem recorrer a baias de segurança.

Como candidato de 2016, mostrou independência apesar de apoios de PSD e CDS-PP. A vitória ocorreu com 52% dos votos à primeira volta. Em 2021 foi reeleito com 60,67%, com apoio de PSD e CDS-PP.

Durante o mandato, quatro fases marcadas por crises: o fim da Geringonça em 2021, dissolução do parlamento; a maioria absoluta do PS em 2022; a demissão do primeiro-ministro em 2023, e a terceira dissolução em 2024, com governo minoritário PSD/CDS-PP.

Após as legislativas de 2024, o PSD/CDS-PP formou governo minoritário, que caiu em 2025. O Presidente dissolveu a Assembleia pela terceira vez, igualando uma prática histórica em contexto de crise política.

A eleição de António José Seguro em 8 de fevereiro, com cerca de 67% dos votos, apontou para a transição de uma presidência socialista. Seguro liderou contra André Ventura, do Chega, na segunda volta.

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