- Familiares, amigos e admiradores despediram-se de António Lobo Antunes no Mosteiro dos Jerónimos, junto ao túmulo de Camões, num dia soalheiro em Lisboa.
- A cerimónia durou cerca de duas horas, com a leitura de um poema escolhido pelo escritor e lembranças da sua relação com a família.
- A urna foi retirando-se do templo ao som de aplausos e do hino do Benfica, clube do qual o escritor era adepto, após a intervenção de várias personalidades.
- O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou o escritor como símbolo de uma identidade de Portugal aberto e universal.
- O cortejo seguiu para o cemitério de Benfica, com a presença de várias figuras políticas e do meio cultural, incluindo Margarida Balseiro Lopes e Manuela Ramalho Eanes.
António Lobo Antunes foi lembrado este sábado num funeral realizado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, cumprindo o desejo do escritor de estar próximo de Camões, cuja tumba fica no monumento. A cerimónia aconteceu numa manhã soalheira e contou com uma homenagem que incluiu o hino do Benfica, clube de que o autor era adepto, e o aplauso da assistência à saída da urna.
Desde cedo, familiares, amigos e admiradores estiveram reunidos na área externa do Mosteiro, junto ao túmulo de Luís de Camões, para acompanhar a cerimónia religiosa. Dentro da igreja, irmãos, filhas e netos recordaram Lobo Antunes, que faleceu na quinta-feira aos 83 anos, encerrando uma vida marcada pela atividade literária desde o final do século XX.
Ao longo da celebração, foram partilhadas memórias e leituras, incluindo um poema escolhido pelo escritor que refletiu sobre o descanso do coração. A intervenção do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou o papel de Lobo Antunes como símbolo de um Portugal aberto, fraterno e universal, num acto de homenagem que se prolongou para além da missa.
Cerimónia de corpo presente e elementos da organização
A cerimónia teve a duração de cerca de duas horas, com a presença de diversas figuras políticas, culturais e do mundo das letras. Entre os nomes citados estiveram Margarida Balseiro Lopes, ministra responsável pela Cultura, Juventude e Desporto, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e Manuela Ramalho Eanes, ex-primeira dama. Várias personalidades de diversos quadrantes políticos acompanharam o velório.
O funeral prosseguiu depois para o cemitério de Benfica, onde a urna foi Transportada sob o calor de várias manifestação de respeito. Ao longo do evento, foram ressaltadas as conquistas de Lobo Antunes, incluindo o Prémio Camões em 2007 e distintas condecorações nacionais e internacionais pela sua obra e contributos para a cultura portuguesa.
Legado e presença de família
O património literário de Lobo Antunes foi lembrado por figuras públicas e colegas de profissão, incluindo os escritores Afonso Reis Cabral, Margarida Rebelo Pinto e Rui Cardoso Martins, bem como atrizes como Maria Rueff. Entre os membros da família, os netos recordaram a singularidade de cada momento passado com o avô, que passou as últimas horas rodeado pelos seus.
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