- O líder Luís Montenegro desafiou Passos Coelho a disputar as diretas do PSD em maio para validar a sua liderança.
- Os social-democratas não veem o desafio como uma ameaça imediata e não acreditam que Passos vá a jogo.
- Contudo, há preocupação com as intervenções críticas de Passos, nomeadamente sobre reformas, a nomeação de Luís Neves para ministro da Administração Interna e acordos com o Chega e a Iniciativa Liberal.
- Segundo o politólogo Miguel Ângelo Rodrigues, a aproximação defendida por Passos pode ser a base da sua estratégia de refundar a Direita.
O líder do PSD, Luís Montenegro, lançou o desafio a Passos Coelho para disputarem as diretas em maio, como forma de validar a liderança do atual presidente social-democrata. O objetivo é definir a direção do partido num momento de reconfiguração interna.
Os sociais-democratas minimizam o impacto do desafio a curto prazo, parecendo não apostar na participação de Passos. Ainda assim, cresce a curiosidade sobre os planos de futuro do ex-líder, à medida que surgem intervenções críticas.
Entre as críticas, destacam-se pedidos de maior rapidez nas reformas prometidas, a contestação da nomeação de Luís Neves para ministro da Administração Interna e a defesa de acordos com o Chega e com o IL.
Desdobramentos
Análise de especialistas aponta que a aproximação de Passos Coelho ao Chega e ao IL pode formar a base de uma estratégia para refundar a Direita, segundo o politólogo Miguel Ângelo Rodrigues. O tema reflete tensões internas no PSD.
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