- São 73 portugueses retidos num navio nos Emirados Árabes Unidos, segundo o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
- O embaixador de Portugal esteve a bordo do navio em Abu Dhabi durante três horas, o que, segundo o Governo, mostra que não está a ignorar a situação.
- O Partido Socialista afirmou que não houve contacto direto com funcionários diplomáticos; Emídio Sousa disse que isso é insulto e acusou a oposição de querer protagonismo.
- O Governo garantiu ter reagido cedo, tendo organizado há mais de uma semana um voo de repatriamento com o devido sigilo.
- Um avião fretado pela TAP, com cento e quarenta e sete passageiros (139 portugueses), chegou a Lisboa, enquanto o primeiro-ministro foi questionado sobre novos voos de repatriamento.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou à Lusa que considerar o PS insultuoso o argumento de não contacto com os 73 cidadãos portugueses retidos num navio nos Emirados Árabes Unidos não corresponde à realidade. Emídio Sousa destacou que o embaixador português esteve no navio, em Abu Dhabi, durante três horas.
Segundo o governante, Portugal reagiu rapidamente à situação, organizando, desde há mais de uma semana, um voo de repatriamento com o sigilo que uma operação destas exige. O objetivo é apoiar os cidadãos portugueses afetados, sem deixar de fora qualquer detalhe relevante.
O PS tinha afirmado que não houve contacto direto com funcionários diplomáticos consulares, ao contrário de outras nacionalidades. Emídio Sousa contestou a versão da oposição, referindo que não busca protagonismo, mas sim a veracidade dos factos.
Contexto internacional
O governo português reiterou, ainda, ter estado entre os primeiros a reagir a acontecimentos que envolveram uma ofensiva militar contra o Irão, no fim de semana passado, e a facilitar a evacuação de cidadãos portugueses.
Paralelamente, um avião fretado pela TAP com 147 passageiros, 139 portugues(es), chegou a Lisboa, numa operação de repatriamento. Um avião militar com 39 passageiros já tinha aterrado na madrugada anterior.
A medida de repatriamento é acompanhada pela avaliação de pedidos de outros países da região do Médio Oriente, que também têm solicitado voos de retorno de seus cidadãos.
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