- O Partido Comunista Português celebrou o 105.º aniversário com um comício no Fórum Lisboa, apresentado pelo secretário-geral Paulo Raimundo num discurso de cerca de 35 minutos.
- Raimundo afirmou que o PCP está “destinado a crescer” e assinalou que, em 105 anos, os comunistas portugueses estiveram sempre envolvidos em avanços sociais.
- O líder criticou a política interna de Portugal, dizendo que o país está nas mãos de grupos económicos, “às ordens de Bruxelas” e submisso ao imperialismo norte-americano e à NATO.
- Defendeu a assunção de objetivos de superação do capitalismo e construção de uma sociedade socialista e comunista, afirmando que a intervenção do PCP se mantém ao longo da história, desde a resistência até aos dias de hoje.
- O evento contou com intervenções da Juventude Comunista Portuguesa e de órgãos regionais, bem como declamação de poesia, sob o lema “Projeto. Luta. Confiança.”; o PCP foi fundado a 6 de março de 1921.
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, afirmou que o partido está destinado a crescer e enfatizou o papel histórico do PCP na vida nacional, num comício em Lisboa que marcou o 105º aniversário do partido. O discurso percorreu o percurso de intervenção do PCP ao longo de 105 anos.
Na intervenção, Raimundo reforçou a identidade do PCP, descrevendo o marxismo-leninismo como base teórica e o centralismo democrático como princípio organizativo, numa leitura de luta contra o capitalismo e pela construção de uma sociedade socialista. O líder afirmou que o envolvimento do PCP foi constante ao longo da história.
O dirigente criticou o atual modelo económico e político em Portugal, alegando que o país está sob controlo de grupos económicos e à luz de Bruxelas, com uma dependência externa que, segundo ele, favorece o imperialismo norte-americano e a NATO. Disse ainda que a política nacional acentua exploração e desigualdade.
Contexto internacional
Raimundo apontou que, num momento de agressividade imperialista, a intervenção internacional do PCP se dirige a situações como a Palestina, a Ucrânia, a Venezuela, Cuba e o Irão, segundo a leitura do partido sobre o quadro global. O PCP, de acordo com o líder, mantém a sua intervenção diplomática e solidária.
Internamente, o líder do PCP distinguiu posições entre o partido e o que chamou de forças de direita, destacando a relação com os trabalhadores. A ideia central foi a de que o PCP possui apenas os meios decisivos que resultam da organização popular, não sendo, segundo ele, fácil silenciar o vínculo com o povo.
No final do discurso, Raimundo reafirmou a convicção de que, mesmo com sentenças contrárias, o PCP continuará a crescer, reforçar-se e expandir a sua atuação junto dos trabalhadores, juventude e massas populares. O aniversário do PCP foi celebrado com atuação cultural e intervenções da JCP e das estruturas regionais.
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