- A Polícia Judiciária de Braga deteve um homem de 52 anos que se apresentava no Facebook como agente da PSP e burlava várias mulheres.
- A vítima principal era uma mulher com processo de divórcio; o suspeito prometia acelerar o divórcio com a ajuda dele e da filha, advogada, resultando em um lucro ilícito superior a 60 mil euros.
- O suspeito convenceu-a de que o dinheiro era para as partilhas da casa e ainda simulou ter sofrido um grave acidente de trabalho para receber milhares de euros.
- As diligências indicam que o homem se apresentou como agente policial a várias mulheres, com enriquecimento ilícito, havendo potencialmente várias vítimas.
- Em outro caso recente, apresentando-se como elemento da GNR, terá cobrado cerca de 600 euros a uma mulher para facilidades relacionadas com contraordenações e legalização de uma viatura; o detido será apresentado a tribunal, com inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal de Fafe.
A Polícia Judiciária de Braga deteve um homem que se apresentava no Facebook como agente da PSP e burlava várias mulheres, com prejuízos superiores a 60 mil euros. A operação foi comunicada pela PJ na sexta-feira.
A vítima principal, uma mulher que estava a divorciar-se, foi abordada pelo suspeito, que afirmou que, com a intervenção da filha, o processo de divórcio avançaria rapidamente. O dinheiro visava as partilhas, incluindo a casa da família, segundo a PJ.
Ao longo de pouco mais de um ano, o alegado agressor convenceu a vítima de que o dinheiro estaria seguro consigo. Em simultâneo, alegou ter sofrido um grave acidente de trabalho e foi internado, levando a vítima a entregar-lhe milhares de euros.
Detalhes do esquema e ampliação da investigação
A PJ reuniu elementos que indicam que o suspeito se apresentava como membro policial a várias mulheres, obtendo enriquecimento ilícito. A instrução aponta para a existência de várias vítimas.
Em outro caso semelhante, o detido, que também já se chegou a apresentar como membro da GNR, cobrou cerca de 600 euros a uma mulher para facilitar questões administrativas e legais de uma viatura, valor que terá ficado de fora da vítima.
O alvo principal eram mulheres de meia-idade, com fragilidades emocionais ou de relacionamento, segundo a PJ. O detido, com 52 anos e sem ocupação fixa, será conduzido a tribunal para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.
O inquérito prossegue no Departamento de Investigação e Ação Penal de Fafe.
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