- Luís Montenegro, na conferência de imprensa da 36.ª Cimeira Luso-espanhola em huelva, afirmou que não há Europa competitiva sem coesão, com a segurança climática no centro das atenções.
- Criticou o adiamento das interligações elétricas entre a Península Ibérica e o centro da Europa, dizendo que é insustentável para o crescimento e para a credibilidade europeia.
- Defendeu que Portugal e Espanha devem apresentar-se como um bloco coeso e competitivo, lembrando que a União Europeia não pode esquecer a coesão no próximo quadro financeiro plurianual.
- Pedro Sánchez destacou que os dois países enfrentam desafios comuns e são exemplo de compromisso europeu, mantendo uma agenda conjunta para o próximo orçamento plurianual.
- Foram assinados doze instrumentos bilaterais, incluindo acordos para sistemas de aviso à população em zonas transfronteiriças e a criação do Fórum Estratégico Luso-Espanhol para uma Maior Competitividade, com duas reuniões ministeriais por ano, a primeira ainda no primeiro semestre de 2026.
Na manhã de hoje, em Huelva, Espanha, Montenegro e o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, participaram na conferência de imprensa conjunta da 36.ª Cimeira Luso-espanhola. O tema central foi a segurança climática e a cooperação entre os dois países.
O primeiro-ministro português criticou o atraso nas interligações elétricas entre a Península Ibérica e o centro da Europa, considerando o adiamento insustentável. Reforçou que a Europa precisa cumprir compromissos para não comprometer o crescimento.
Montenegro apontou que Portugal e Espanha devem apresentar-se como um bloco coeso para manter a competitividade. Sublinhou a importância de coesão territorial e social no próximo quadro financeiro plurianual.
Pedro Sánchez, por seu lado, destacou que os dois países caminham juntos na democratização e na adesão à UE, defendendo uma agenda comum para enfrentar desafios europeus, incluindo o orçamento plurianual.
Acordos bilaterais assinados
Foram assinados 12 instrumentos entre Portugal e Espanha, incluindo dez acordos e dois planos de ação. Um deles estabelece sistemas de aviso à população para cenários de risco nas zonas transfronteiriças.
Outro acordo cria o Fórum Estratégico Luso-Espanhol para uma Maior Competitividade, com duas reuniões ministeriais anuais, a primeira já prevista para o primeiro semestre de 2026.
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