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Ministro da Agricultura acusa banca de privilegiar lesados pelas intempéries

Ministro da Agricultura acusa banca de privilegiar lesados pelas intempéries menos arriscados, atingindo empresas com perdas superiores a 10 mil euros e tesouraria em dificuldades

Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes
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  • O ministro da Agricultura disse que a banca privilegia, na concessão de crédito, os lesados pelas intempéries com menos risco, mesmo com a garantia estatal de oitenta por cento.
  • O foco é em empresas agrícolas com danos superiores a dez mil euros nas tempestades das últimas semanas e que enfrentam dificuldades de tesouraria.
  • O governante citou suinicultores da região de Leiria como exemplo de quem não tem acesso às linhas de crédito, o que classificou como inaceitável.
  • A recuperação é urgente, com prioridade para manter os canais de água na campanha de arroz de 2026.
  • Anunciou ainda que o canal de rega do Baixo Mondego ficará concluído no dia um de maio, e que será aberto, na próxima semana, um concurso de vinte milhões de euros para infraestruturas detidas pelas associações de regantes.

O ministro da Agricultura criticou hoje a atuação do sistema bancário na concessão de crédito a empresas agrícolas afetadas pelas intempéries. A garantia estatal de 80% não deve favorecer apenas quem tem menos risco, afirmou José Manuel Fernandes.

Segundo o governante, o problema recai sobre empresas que sofreram danos superiores a 10 mil euros e enfrentam dificuldades de tesouraria. O objetivo do Governo é sustentar quem mais precisa, destacou, durante o encerramento do 18.º seminário da cooperativa de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra.

O ministro referiu casos de suinicultores da região de Leiria que não conseguem acesso às linhas de crédito, apesar da garantia pública. A banca estaria a privilegiar agricultores com menor risco, o que, na visão do Governo, agrava a urgência de repor o potencial produtivo.

Ele considerou a situação uma injustiça e pediu que a garantia de 80% seja utilizada também para quem tem rendimentos mais baixos. A prioridade, reforçou, é apoiar quem sofreu prejuízos e manter a produção em contexto de recuperação.

No âmbito da recuperação pós-tempestades, Fernandes salientou a necessidade de paciência, mas sublinhou que algumas urgências são prioritárias, como manter canais de água para a próxima campanha de arroz de 2026.

Quanto às infraestruturas, o ministro informou que, para as associadas de regantes, será lançado um concurso com um valor de 20 milhões de euros já na próxima semana, visando reforçar a rede de rega.

No que toca ao Baixo Mondego, a data de conclusão do canal de rega mantém-se 1 de maio, conforme anúncio da Agência Portuguesa do Ambiente.

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