- A CGTP promove a semana da igualdade entre 2 e 8 de março, com o lema “A Igualdade que Abril abriu. Reforçar Direitos. Cumprir a Constituição”.
- Mais de uma centena de pessoas participaram numa manifestação na baixa de Lisboa, saindo do Largo de Camões em direção ao parlamento.
- Os cartazes diziam “Pacote laboral = retrocesso laboral” e “Pacote Laboural é Perigo Constitucional”, com palavras de ordem a defender igualdade de salários, direitos laborais, saúde e educação pública.
- Testemunhos citados pela Lusa destacaram que a igualdade é uma conquista ainda por alcançar e que há risco de retrocesso se as mulheres não se emanciparem; foi apontada desigualdade salarial entre mulheres em cargos de chefia.
- A marcha é organizada pela Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-In; o secretário-geral Tiago Oliveira afirmou que o pacote laboral é um ataque às mulheres, associando-o à precariedade e a salários baixos; o Dia Internacional da Mulher é assinalado a 8 de março.
A CGTP realizou uma manifestação nesta sexta-feira, na baixa de Lisboa, para exigir igualdade entre homens e mulheres e contestar um pacote laboral que, segundo os organizadores, poderá agravar a situação das trabalhadoras. O protesto decorreu com a participação de dezenas de pessoas.
A passeata saiu do Largo de Camões em direção ao Parlamento, sob uma faixa associando a data à igualdade de género. Cartazes com mensagens a defender salários iguais, direitos laborais, saúde, educação pública e paz acompanharam o trajeto.
O movimento é promovido pela Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, no âmbito da semana da igualdade, entre 2 e 8 de março. O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de março.
Participantes e motivações
Participantes apelaram à igualdade salarial entre homens e mulheres e criticaram o que chamaram de retrocesso em direitos laborais. Muitos carried cravos vermelhos durante a marcha, mantendo o foco na melhoria de condições de trabalho.
Cristina Calado, de 64 anos, participa há décadas em lutas pela igualdade. A líder da mobilização, embora não tenha experienciado discriminação direta, considera a igualdade como conquista ainda por alcançar e defendida pela Constituição.
Nuno Matos, trabalhador da banca, observa que mulheres com cargos equivalentes recebem menos e são penalizadas na avaliação ao terem filhos. Afirmou ainda que, em Portugal, a remuneração e a progressão de carreira podem variar consoante o género.
Posição da CGTP e análise institucional
Fátima Messias, coordenadora da comissão, afirmou que a igualdade está prevista na Constituição mas é por vezes subvertida pela legislação laboral, sobretudo para jovens com vínculos precários. Sinalizou a precariedade associada aos contratos de trabalho.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, destacou a ligação entre a luta das mulheres e a igualdade geral. Considerou o pacote governamental desfavorável às trabalhadoras, por intensificar a precariedade e reduzir salários.
A CGTP sublinha que a luta pela igualdade continua associada a medidas estruturais no mercado de trabalho. A iniciativa integra a semana da igualdade e reforça a pressão por progressos reais, sem adiantar conclusões.
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