- A Câmara de Torre de Moncorvo pediu ao Governo celeridade na reabertura da Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho, considerada crucial para a região.
- A Infraestruturas de Portugal confirmou a suspensão temporária da circulação no troço, decidida por prudência na sequência do mau tempo.
- O presidente da Câmara afirma que a interrupção afeta o território, especialmente o turismo, a restauração e os serviços locais, revelando uma «questão estrutural» de coesão territorial.
- O autarca ressalta a importância da Linha do Douro para a economia do Douro Superior, destacando o potencial turístico da região e a ligação de muitos visitantes ao comboio Porto–Pocinho durante a época das Amendoeiras em Flor.
- Sobre as obras de modernização, o investimento anunciado de cerca de 165 milhões de euros é visto como relevante, mas não pode significar meses sem uma das principais ligações ferroviárias, especialmente com interrupções por obras e intempéries.
- O país tem enfrentado temporais desde janeiro, que já provocaram dezenas de mortes, feridos e danos significativos.
A Câmara de Torre de Moncorvo pediu ao Governo celeridade na reabertura da Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho. A circulação está temporariamente suspensa, segundo a Infraestruturas de Portugal. O objetivo é recuperar uma ligação estratégica no Douro.
O presidente José Meneses afirma que a suspensão é um símbolo de um problema estrutural no país: Portugal a duas velocidades. Critica que o interior sofre com obras longas e respostas tardias, enquanto há decisões rápidas nas grandes cidades.
A IP explica que o encerramento foi decidido por prudência devido às encostas ao longo do traçado, após o mau tempo de 23 de fevereiro. A ligação é essencial para a região e turismo local depende do serviço.
Impacto económico e turístico
Meneses destaca que a interrupção afeta restaurantes, táxis e operadores de transporte que ligam estações, aldeias e pontos turísticos. O turismo regional depende do Douro Superior para programas de visitas nacionais e estrangeiras.
O autarca salienta que a Linha do Douro não é apenas infraestrutura, mas ativo económico para a região. A zona é Património Mundial da UNESCO e recebe milhares de visitantes durante a época das Amendoeiras em Flor, com o comboio Porto-Pocinho.
O presidente da Câmara reforça que o Douro Superior não pode ficar dependente de soluções improvisadas ou transbordos rodoviários que afastem visitantes. A região pretende manter o turismo como motor económico.
Sobre a modernização, Meneses reconhece a importância de investir, citando cerca de 165 milhões de euros. Contudo, avisa que modernizar não pode deixar a linha principal sem funcionamento durante meses por obras.
O autarca prometeu novas declarações sobre a atualização da matéria. A notícia acontece num contexto de danos decorrentes de temporais que afetaram o país.
Pelo menos 19 mortes foram registadas em Portugal desde 28 de janeiro devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta. Houve centenas de feridos, desalojados e danos materiais relevantes.
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