- Comemora-se trinta anos desde a classificação do Centro Histórico do Porto como Património da Humanidade.
- Em 1962, o Plano Director previa demolir o Barredo e o Bairro da Sé para um Silo-Auto e um Palácio de Congressos.
- O presidente da Câmara, Pinheiro Torres, decidiu revê-lo com outra perspetiva e nova concepção urbanística.
- O arquiteto Fernando Távora, em parceria com Viana de Lima, Octávio Filgueiras e outros, realizou um levantamento casa a casa.
- Resultou o Plano da Zona do Barredo, com recuperação arquitectónica e social, apoio de Nuno Portas e criação do Centro de Recuperação da Área do Barredo (CRUARB), abrindo caminho para a classificação mundial.
O Centro Histórico do Porto completou 30 anos desde a sua classificação como Património Mundial. A comemoração permite revisitar as circunstâncias que tornaram possível esse reconhecimento, bem como as pessoas que participaram no processo.
Para alguns, o episódio pareceu milagroso; para outros, foi o resultado de um conjunto de esforços que evitaram a implosão de áreas críticas do Burgo e abriram caminho para o seu renascimento. O Barredo e o Bairro da Sé estavam à beira de demolição sob o anterior regime.
Em 1962, o Plano Diretor da Cidade contemplava substituir Barredo por um Silo-Auto e até um Palácio de Congressos. A intervenção buscava ocultar a vergonha urbanística, seguindo uma linha que já se repetia em outros lugares.
O presidente da Câmara, Pinheiro Torres, decidiu rever o tema com outra perspetiva, promovendo uma nova concepção urbanística. O arquiteto Fernando Távora, com a colaboração de Viana de Lima, Octávio Filgueiras e outros, realizou um levantamento casa a casa da situação existente.
Diante disso criou-se o Plano da Zona do Barredo, com foco na recuperação arquitetónica e social. A execução seguiu no pós 25 de Abril, com o nascimento do CRUARB e o decisivo apoio do secretário de Estado da Habitação, Nuno Portas.
O conjunto de decisões e ações, orientadas para o interesse da cidade, consolidou uma visão de futuro que acabou por orientar a classificação como Património Mundial. A participação dos intervenientes, bem como do CRUARB, é reconhecida como fundamental para o resultado obtido.
Este marco histórico, ainda hoje lembrado na cidade, reflete a intervenção constante de técnicos, políticos locais e comunidade, que juntos promoveram a preservação de um território sleep ente de significância cultural.
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