- A Comissão de Trabalhadores do INEM rejeitou liminarmente a mudança das instalações de Lisboa para Oeiras, apontando opacidade e falta de informationes do Conselho Directivo.
- Há trabalhadores que já disseram não ter capacidade financeira para a mudança para o Tagus Park e podem ter de abandonar o INEM.
- A CT afirma que a deslocação aumentaria a duração das deslocações diárias, passando de cerca de uma hora e vinte para duas horas e meia, e dificultaria conciliar com responsabilidades familiares.
- O levantamento da CT também indica que mutações podem afetar creches/escolas e horários de entrada, tornando a mudança incompatível para quem hoje chega às oito horas.
- O parecer será enviado à tutela e à comunicação social, e a CT não exclui ações de protesto, incluindo vigílias à porta do INEM e apoio a uma eventual greve.
A Comissão de Trabalhadores do INEM emitiu um parecer negativo à transferência das instalações de Lisboa para Oeiras, alegando que a mudança fragiliza os serviços, prejudica os trabalhadores e revela falta de transparência do Conselho Directivo. A decisão saiu numa assembleia geral realizada esta quinta-feira.
Segundo o parecer, a Administração Pública deve reger-se pelo princípio da transparência, algo que não se verifica no processo, especialmente no que diz respeito a impactos orçamentais e medidas de mitigação. Não foram apresentadas informações sobre alternativas ou impactos logísticos.
A CT alega que há trabalhadores cuja situação financeira não permite uma mudança para o Tagus Park, o que poderá obrigá-los a abandonar o INEM. O levantamento da CT verificou também o tempo de deslocação atual para Lisboa, estimando aumentos significativos com a mudança.
Impacto na vida dos trabalhadores
Dados da CT apontam que algumas pessoas demoram até 1h20 a chegar ao INEM em Lisboa; em Oeiras, o trajeto pode chegar a 2h30. O tempo diário de deslocação pode assim subir para cerca de 5 horas, o que é considerado insustentável pela comissão.
A CT referiu ainda dificuldades de organização familiar, com pais que precisam de deixar os filhos na creche ou escola antes das 8h00, algo incompatível com horários de início de turno em Oeiras. O caso é comparado com a transferência do SEF para o Tagus Park, que gerou êxodo de trabalhadores.
A Comissão de Trabalhadores indicou que o parecer será enviado à tutela e à comunicação social e não exclui ações de protesto, como vigílias ou eventual greve sindical. O grupo aguarda respostas oficiais nos próximos dias.
Entre na conversa da comunidade