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Trabalhadores do INEM rejeitam mudança para Oeiras e exigem transparência

Comissão de Trabalhadores do INEM rejeita transferência para Oeiras, denuncia opacidade e aumenta o risco de atraso de deslocação e fragilização dos serviços

INEM
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  • A Comissão de Trabalhadores do INEM rejeita a transferência das instalações de Lisboa para Oeiras, dizendo que a mudança fragiliza serviços e prejudica os trabalhadores.
  • A decisão foi tomada por larga maioria numa assembleia geral que também pediu transparência ao Conselho Diretivo e à tutela.
  • O coordenador Rui Gonçalves acusa opacidade no processo, afirmando que não foram apresentados impactos orçamentais, medidas de mitigação ou estudo de outros locais.
  • A CT aponta que a mudança aumentaria significativamente o tempo de deslocação (ex.: de 1h20 para 2h30) e pode obrigar trabalhadores com filhos a deixar as creches/escolas mais cedo.
  • A comissão avança que poderá ocorrer protestos, vigílias e eventual greve, e quer o parecer encaminhado à tutela e à comunicação social.

A Comissão de Trabalhadores do INEM rejeitou a proposta de transferir as instalações da instituição de Lisboa para Oeiras. A decisão foi tomada na reunião da CT, realizada nesta quinta-feira, que avaliou a comunicação do Conselho Diretivo e a possível reestruturação. O parecer foi emitido por larga maioria em defesa da manutenção das atuais instalações.

A CT acusa opacidade no processo, destacando a ausência de informações sobre impactos orçamentais, consequências para a vida dos trabalhadores e medidas de mitigação. O coordenador Rui Gonçalves afirmou que é essencial cumprir o princípio de transparência da Administração Pública.

Transparência e impactos para os trabalhadores

Segundo o dirigente, alguns funcionários já não têm capacidade financeira para a mudança para o Tagus Park, em Oeiras, e podem abandonar o INEM. A CT divulgou que realizou um levantamento prévio sobre os locais de residência dos trabalhadores e o tempo de deslocação atual para Lisboa, demonstrando um aumento do trajeto para cerca de duas horas e meia.

Gonçalves realçou que, com a mudança, o tempo de deslocação diário pode tornar-se insustentável, especialmente para quem precisa deixar os filhos na creche ou na escola antes das 08:00. O coordenador comparou o cenário com a transferência do SEF para o Tagus Park, que provocou saída de trabalhadores e afetou o serviço.

A CT informou que o parecer será remetido à tutela e à comunicação social. Não estão ausentes possíveis ações de protesto, incluindo vigílias à porta do INEM e apoio a uma eventual greve organizada pelos sindicatos, caso não haja negociação. Os próximos dias serão determinantes para eventuais respostas oficiais.

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