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Ribau Esteves diz que onda de críticas a Passos Coelho é ridícula

CCDR-Centro já recebeu 185 milhões de euros para a reconstrução, com 15 mil candidaturas de 69 dos 77 municípios e reforço de técnicos a chegar

José Ribau Esteves foi recentemente empossado presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro
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  • O presidente da CCDR-Centro, José Ribau Esteves, fala da reconstrução da zona centro após a tempestade Kristin e defende que a regionalização tornaria a resposta mais rápida.
  • Há mais de 15 mil candidaturas para habitação recebidas; Leiria concentra cerca de 40% dessas candidaturas, com os seis municípios mais afetados a responder por 75% das solicitações.
  • A CCDR já pagou cerca de 150 mil euros em apoios à reconstrução de casas; o dinheiro para empresas e agricultura segue através do Banco de Fomento e do IFADAP, respetivamente.
  • O ministro das Finanças anunciou dinheiro para famílias afetadas, e 185 milhões de euros chegaram à CCDR a 19 de fevereiro; espera-se aumento exponencial de processos nos próximos dias.
  • Esteves defende uma organização regional da proteção civil e vê a regionalização como adequada, citando exemplos dos Açores e da Madeira, enquanto sustenta que o Governo deve seguir para cumprir os objetivos da nova etapa das CCDR.

O atual presidente da CCDR-Centro, José Ribau Esteves, descreve em entrevista ao PÚBLICO-Renascença o que tem sido feito na reconstrução da zona Centro após a tempestade Kristin. Defende que, com regionalização, o processo de resposta seria mais ágil e reconhece a pressão dos autarcas sobre o Governo.

Esteves indica que já existem números relevantes sobre habitação, com mais de 15 mil candidaturas recebidas por parte de municípios da região. Leiria concentra uma fatia significativa, seguida por Marinha Grande e Pombal, representando quase 65% das candidaturas. Os seis municípios com maior volume respondem por 75% do total.

O valor pago pela CCDR-Centro até agora é modesto, situando-se em cerca de 150 mil euros, ainda numa fase inicial. O objetivo é acelerar os processos para começar a pagar em massa, com o apoio de outras vias, como o Banco de Fomento e o IFADAP para setores específicos.

Celeridade e recursos técnicos

A demora na validação por parte das câmaras é apontada como fator que retarda os pagamentos. Contudo, Esteves garante que uma equipa renovada de engenheiros já chegou ao terreno para reforçar a vistoria. A previsão é de aumento exponencial no volume de processos nos próximos dias e semanas, com resposta adequada da CCDR-Centro.

Questionado sobre o transporte de verbas prometidas pelo Governo, o presidente da CCDR lembra que estão disponíveis 185 milhões de euros desde 19 de Fevereiro, após atraso na transferência inicialmente anunciada. A avaliação dos prejuízos totais está em curso, com perspetivas de amplas estimativas, incluindo danos em equipamentos e infraestruturas municipais.

Regionalização e modelo de governação

Sobre a eventual regionalização, Esteves afirma que o Governo atuou bem ao criar uma estrutura de missão para a recuperação do Centro. Defende que, se o país já tivesse um processo de regionalização, a resposta a esta tempestade poderia ter sido mais rápida, citando os Açores e a Madeira como exemplos de maior agilidade.

No que toca ao papel do Governo e do Presidente da República, o entrevistado sustenta que o Governo governa o país e que o Presidente atua com um papel de magistratura de influência. Reitera que não há rivalidade entre ele e Paulo Fernandes, coordenador da estrutura de missão, mantendo uma relação de amizade.

Reformas administrativas e apoio a autarcas

Questionado sobre críticas de líderes socialistas ao modelo de CCDR, Esteves menciona que ainda não leu documentos oficiais, mas ressalva que as candidaturas envolvem negociações entre partidos. A propósito de Passos Coelho, afirma que o PSD tem o compromisso de ser referência de estabilidade, recusando ataques a quem lidera o Governo.

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