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Rede de anabolizantes em prisões desmantelada com auxílio de guardas

Operação Gambito prende três suspeitos, constitui dez arguidos—inclui dois guardas prisionais—e envolve apreensão de substâncias proibidas, armas e criptoativos

Guarda prisional
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  • A Polícia Judiciária realizou a Operação Gambito, que desmantelou uma rede que introduzia anabolizantes em prisões, com 10 arguidos e três detenções em flagrante, incluindo dois guardas prisionais.
  • A operação decorreu em Lisboa, Sintra, Leiria e Setúbal, com 19 buscas domiciliárias e não domiciliárias, e visou dois estabelecimentos prisionais.
  • Foram apreendidas substâncias proibidas em grande量, duas armas de fogo, 150 mil euros em carteiras de criptoativos, 26 mil euros em numerário e uma viatura de alta cilindrada.
  • Um dos arguidos é grande importador de anabolizantes, com origem na Bulgária e na Ásia, e a investigação envolve uma empresa transportadora que criava identidades falsas para entregar as encomendas em Leiria.
  • A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais acompanha o processo e anunciará medidas disciplinares; o tráfico de anabolizantes é visto como lucrativo e menos punível que o tráfico de droga, com preocupação de saúde no meio prisional.

Uma operação da Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede que introduzia anabolizantes em prisões, com detenção de três pessoas e constituição de 10 arguidos, entre os quais dois guardas prisionais. A ação, realizada na quarta-feira, envolve a Unidade Nacional de Combate à Corrupção em Lisboa, Sintra, Leiria e Setúbal, e mira crimes de tráfico de substâncias, associação criminosa, corrupção e favorecimento pessoal.

A investigação, que contou com 19 buscas domiciliárias e não domiciliárias, indicia uma relação entre guardas prisionais e reclusos para facilitar a entrada das substâncias mediante contrapartidas. Entre os alvos estão dois estabelecimentos prisionais nos distritos de Lisboa e de Setúbal. A operação terminou com a detenção de três homens em flagrante delito, um deles por posse ilegal de armas.

Detidos e material apreendido

Entre os objetos apreendidos constam uma elevada quantidade de substâncias proibidas, duas armas de fogo, 150 mil euros em criptoativos, 26 mil euros em dinheiro vivo, uma viatura de alta cilindrada e provas digitais e físicas relevantes para o caso. Um dos arguidos é descrito como grande importador de anabolizantes, com origem principalmente na Bulgária, mas também na Ásia, nomeadamente China e Índia, com o apoio de uma empresa transportadora internacional.

Esquema e atuação

A PJ indica que o esquema invertia a importação de substâncias para o meio prisional com identidades falsas utilizadas pela transportadora para entregar as encomendas aos destinatários certos, incluindo uma residência em Leiria. Companheiros de reclusos seriam usados para entregar as substâncias durante visitas, e o companheiro de um dos visados encontrava-se detido por posse de armas. Os restantes arguidos integram a rede de importação e distribuição, incluindo um ex-recluso; a empresa ligada ao importador integrava-se no processo, sem participar diretamente na importação.

Contexto e perspetivas

O tráfico de anabolizantes é visto como alternativa potencialmente lucrativa ao tráfico de droga, com moldura penal inferior. O consumo nas prisões é descrito como de elevada prevalência e com riscos de saúde, aumentando a urgência de controlo. Os três arguidos detidos, com idades entre 39 e 62 anos, seguem hoje a presença em tribunal para aplicação de medidas de coação.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou acompanhar o processo e avançou com a tomada de medidas disciplinares adequadas, destacando a colaboração estreita com as autoridades policiais no combate à entrada de produtos ilícitos em contexto prisional.

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