- Um preparador físico de Leiria, que se autointitulava consultor de exercício físico, lucrava cerca de 12 mil euros por mês com a venda de esteroides, tendo rendimentos anuais apontados em dez mil euros.
- Parte significativa da clientela eram reclusos de duas cadeias, que recebiam as substâncias através de visitas e de guardas prisionais corruptos.
- Dois profissionais envolvidos foram constituídos arguidos na quarta-feira, no âmbito da operação Gambito, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.
- Os esteroides eram encomendados com nomes falsos, vindos da China ou da Índia, e entravam na Europa pela Bulgária, através de uma transportadora internacional.
- A mesma empresa, com filial em Portugal, era responsável por transportar os produtos proibidos até a unidade de Leiria.
O preparador físico de Leiria, que se autointitulava consultor de exercício físico, foi alvo de uma operação da Polícia Judiciária. A Unidade Nacional de Combate à Corrupção realizou a ação Gambito, na quarta-feira, com a constituição de arguidos de dois profissionais envolvidos no esquema de tráfico de esteroides.
Segundo a investigação, o homem terá gerado rendimentos de cerca de 12 mil euros mensais com a venda de esteroides, apesar de declarar um rendimento anual de apenas 10 mil euros. Parte significativa da clientela eram reclusos de duas cadeias, que recebiam as substâncias durante visitas ou por via de guardas prisionais supostamente corruptos.
Os esteroides eram encomendados sob nomes falsos, com origem na China ou na Índia, e entravam na Europa através de uma transportadora internacional com filial em Portugal. Após chegar a um entreposto em Leiria, os produtos eram distribuídos aos clientes.
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