- Pescadores do Norte vão a Lisboa nesta sexta-feira protestar contra o diário de pesca eletrónico (DPE), alegando inflexibilidade e perseguição por parte de fiscais.
- Ameaçam deixar de preencher o DPE a partir de domingo como forma de pressão.
- Acusam a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) de “matar a pesca” e de limitar a entrada de indonésios.
- Em Peniche houve problemas com o DPE e peixe apreendido, conforme afirmou o presidente da Associação de Armadores de Pesca do Norte (AAPN), Manuel Marques.
- O DPE é preenchido por estimativa durante a faina, com um código por espécie e quantidade; na chegada à lota, a margem de erro aceite é de 10%, acima da qual o peixe é apreendido.
Pescadores do Norte do país anunciaram uma marcha para Lisboa nesta sexta-feira, em protesto contra o diário de pesca eletrónico (DPE) e a atuação dos fiscais. Alegam que o sistema é inflexível e tem limitado a pesca de indonésios, afirmando que a DGRM está a reduzir a atividade pesqueira.
O movimento, liderado pela Associação de Armadores de Pesca do Norte (AAPN), denuncia problemas recorrentes com o DPE em Peniche, onde o peixe tem sido apreendido por supostas discrepâncias. O DPE é preenchido por estimativa durante a faina, com um código para cada espécie e a quantidade correspondente, segundo informações da associação.
Segundo a AAPN, ao chegar à lota, a margem de erro aceite é de 10%. Acima desse limiar, mesmo dentro das instalações da Docapesca, o ajuste não é autorizado e o peixe é apreendido. Os pescadores indicam que vão deixar de preencher o DPE a partir de domingo, caso as regras não sejam revistas.
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