- Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que vai sair de Presidente como entrou: a pé, na posse na Assembleia da República, na próxima segunda-feira, 9 de março.
- Em São Bento, numa conversa informal com o primeiro-ministro Luís Montenegro, desejou que o seu sucessor, António José Seguro, seja “o melhor” presidente de sempre.
- Reiterou que não vai intervir politicamente e defendeu que deve-se saber sair de cena.
- Afirmou que deseja manter um bom relacionamento com o Governo e com o Presidente da República que o sucede, num momento considerado difícil para o país.
- Recordou que chegou a pé à tomada de posse e que também pretende sair a pé, mantendo a sua postura sem alterações no comportamento institucional.
Marcelo Rebelo de Sousa vai deixar a Presidência à maneira como entrou: a pé. O chefe de Estado disse que pretende sair do Palácio de Belém caminhando até ao local de posse de António José Seguro, na próxima segunda-feira. O anúncio foi feito durante uma conversa informal com jornalistas na residência oficial de São Bento, em Lisboa, após uma reunião do Conselho de Ministros.
O presidente cessante desejou que o seu sucessor seja o melhor presidente da República de sempre. Sobre o apoio que Seguro recebeu nas urnas, reconheceu que é um facto que impõe aos cidadãos o desejo de o ver corresponder às expetativas.
Marcelo Rebelo de Sousa destacou a importância de manter um bom relacionamento entre o Governo, o Presidente da República e o Parlamento. Considerou que, neste contexto internacional e nacional, seria benéfico para o país que esse equilíbrio se mantenha após a transição.
Quanto ao próprio legado, o chefe de Estado revelou que não pretende alterar a forma de ser nem o estilo de atuação. Recordou que chegou a pé à Assembleia da República no dia da tomada de posse e reiterou a intenção de sair a pé na próxima semana, mantendo o mesmo ritmo simples.
Sobre o futuro, reiterou que não terá intervenção política após a saída e insistiu na necessidade de saber sair de cena. Afirmou ainda que evitará decisões que possam interferir na atuação do novo Presidente, do Governo ou da Assembleia da República.
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