- Luís Montenegro propôs antecipar para maio as eleições diretas no Partido Social-Democrata (PSD) e desafiou possíveis opositores a apresentar um caminho alternativo.
- O líder social-democrata não mencionou o nome de Passos Coelho, mas direcionou críticas ao antigo primeiro-ministro em relação às reformas estruturais e ao apoio a uma maioria de direita.
- Montenegro afirmou que há espaço para um caminho reformista e que as diretas devem decorrer dentro do calendário do partido, cobrando avaliação pelos órgãos e militantes.
- O discurso ocorreu no âmbito de uma reunião do Conselho Nacional do PSD, com o líder a lançar o apelo para que as diretas sejam realizadas em maio, reforçando o seu desejo de manter o calendário de 28 de maio como referência.
- O primeiro-ministro realçou, após a reunião do governo, que a clareza interna no PSD é essencial para a estabilidade governativa e para a estabilidade da coligação.
O presidente do PSD, Luís Montenegro, pediu a antecipação para maio das eleições diretas no partido e estendeu o desafio a eventuais opositores, numa alusão direta a Passos Coelho. O objetivo é abrir espaço a um caminho alternativo que seja discutido pelos órgãos internos e militantes.
Montenegro afirmou que, se surgir uma proposta diferente que mereça apreciação, o partido deve avaliá-la sem perder a oportunidade de renovar a direção, mantendo o foco nas metas do governo. O tom foi de defesa do atual rumo reformista do Executivo.
O líder social-democrata reiterou que pretende realizar as eleições diretas em maio, recordando que foi eleito presidente do PSD em 2022 e que a diretriz deveria regressar ao calendário anterior. A referência surge após o desvio em 2024 para o final do verão, por causa das eleições europeias.
Contexto interno e reação
Após a reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro realçou a importância da clareza interna no PSD para a estabilidade governativa. Montenegro acrescentou que a estabilidade do Governo depende também da convergência entre os partidos da coligação.
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