- Álvaro Almeida, diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, afirmou que o INEM “está a funcionar melhor hoje do que no passado”, durante a comissão parlamentar de inquérito ao INEM.
- A CPI, com 24 deputados, apura responsabilidades políticas, técnicas e financeiras relativas à greve de final de 2024 e à relação entre tutelas políticas e o instituto desde 2019.
- O responsável rejeitou leituras negativas sobre o INEM e o SNS, dizendo que, embora haja falhas, o balanço da articulação entre a direção do SNS e o INEM é claramente positivo.
- Almeida destacou que a retirada de cerca de 120 milhões de euros ao INEM entre 2020 e 2023 limitou a autonomia financeira do instituto e poderá ter prejudicado investimentos necessários.
- O dirigente explicou que a DE-SNS não gere gestão sobre o INEM, apenas colabora para assegurar a articulação nacional da resposta assistencial; durante a greve de 30 de outubro a 4 de novembro de 2024 ocorreram 12 mortes, segundo a IGAS.
O diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, afirmou no parlamento que o INEM funciona hoje melhor do que no passado. A declaração ocorreu na comissão parlamentar de inquérito ao INEM, criada para apurar responsabilidades durante a greve de fim de 2024 e a relação política com o instituto desde 2019.
A CPI discute, entre outros aspetos, o funcionamento da instituição durante a greve de 30 de outubro a 4 de novembro de 2024. Almeida rejeitou leituras excessivamente negativas sobre o estado do INEM e do SNS, mantendo o tom de que não há perfeição, mas também não está tudo mal.
O responsável considerou o balanço da articulação entre o INEM e a Direção Executiva do SNS claramente positivo, destacando a capacidade de resposta em cenários exigentes, como as tempestades recentes, apesar de haver falhas identificáveis.
Quanto ao financiamento, Almeida apontou que a retirada de cerca de 120 milhões de euros entre 2020 e 2023 limitou a autonomia financeira do INEM e a sua capacidade de gestão e de investir.
Ele sublinhou que a DE-SNS não gere o INEM, apenas colabora para assegurar a articulação nacional da resposta e o funcionamento em rede do SNS, sem intervir na gestão do instituto.
Durante a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar, registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a IGAS, notícia que a CPI analisa para entender impactos.
A comissão parlamentar de inquérito, composta por 24 deputados, investiga responsabilidades políticas, técnicas e financeiras desde 2019, com foco na atuação do INEM durante a greve e na relação com as tutelas políticas.
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