- O Chega abandonou o hemiciclo antes do fim do debate quinzenal, após altercação com a vice-presidente Teresa Morais.
- André Ventura acusou Isabel Moreira (PS) e as lideranças do Livre e PCP de esconderem e ignorarem violações contra portuguesas.
- Teresa Morais disse que nenhuma mulher na casa pretende esconder violadores e criticou o tom das intervenções de Ventura.
- Filipe Melo, do Chega, saiu da mesa para a bancada durante o debate, o que foi contestado por Morais.
- Os trabalhos encerraram sem presença do Chega; a intervenção de Morais foi aplaudida pela esquerda e pela bancada do PSD.
O grupo parlamentar do Chega abandonou o hemiciclo da Assembleia da República antes do fim do debate em plenário, pedido pelo próprio partido. O episódio envolveu o líder do Chega, André Ventura, e a vice-presidente Teresa Morais, que presidia a sessão.
O debate, dedicado a abordar “As acusações de racismo na sociedade, no desporto e no sistema político: é preciso virar a página”, terminou com Ventura a proferir críticas à deputada do PS Isabel Moreira e a líderes do Livre e PCP por alegadamente ocultarem ou ignorarem crimes contra mulheres.
Ventura afirmou que, se as vítimas fossem portuguesas, haveria apoio público, contrariamente ao que disse sobre a proteção de estrangeiros. Teresa Morais reagiu, dizendo que nenhuma mulher deveria ser alvo de violadores ou abusos ignorados.
Reação e encerramento do debate
Ventura pediu a palavra para afirmar que cabe à oposição fazer o discurso político, não à mesa, e chamou Morais de “vergonha” para as funções que exerce. Morais respondeu que ele não apresentava factos e que as intervenções visavam apenas provocar aplausos.
O deputado Filipe Melo, do Chega, saiu da mesa para a bancada, gesto que Morais criticou, afirmando que ele fazia trejeitos infelizes. Os protestos da bancada do Chega aumentaram e todos os seus deputados abandonaram o hemiciclo.
Com todos de saída, Morais encerrou os trabalhos, mantendo que não admite que se afirme que há mulheres que escondem criminosos ou ignoram violações. A intervenção gerou apoio de parte da esquerda e de PSD.
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