- Na antevéspera da cimeira ibérica, o primeiro-ministro foi desafiado a solidarizar-se com Espanha e a clarificar se condena o ataque dos EUA ao Irão, o que não fez.
- No debate quinzenal, Luís Montenegro afirmou que “não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido” na matéria.
- O Governo mantém a posição sobre a utilização da base das Lajes e não condena, nem admite, violação do direito internacional pelo ataque ao Irão.
- Montenegro disse ainda que não se vai arrepender de nada, em meio a críticas da esquerda e elogios da direita.
- A matéria destaca o equilíbrio do Executivo entre condenar o regime iraniano e não antagonizar os EUA.
O primeiro-ministro Luís Montenegro foi desafiado, na antevéspera da cimeira ibérica, a solidarizar-se com Espanha e a clarificar se condena o ataque dos EUA ao Irão. Não houve condenação nem confirmação de posição formal.
Montenegro afirmou ter ficado na posição de não acompanhar, não subscrever e não estar envolvido na matéria. A declaração surgiu após críticas da esquerda e elogios da direita, num debate parlamentar.
Apesar da contestação externa, Montenegro optou por manter a linha de condenação ao regime dos ayatollah e reforçou a posição portuguesa sobre a utilização norte‑americana da base das Lajes. Não pretende, segundo disse, arrepender-se de nada.
Contexto internacional
Em reação ao ataque ocorrido no fim de semana anterior, o Governo reiterou que o foco é a preservação de interesses nacionais, destacando o direito internacional. As avaliações sobre o episódio permanecem divididas entre os partidos.
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